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São Carlos restaura "Maria Fumaça" para revitalizar orla ferroviária

Por: ELIZANDRA PÍCOLLI DONNANGELO

21/09/2012

A primeira etapa é a recuperação física da Maria Fumaça para exposição estática (sem movimento). Mas no futuro, será restaurada para que volte a funcionar e alavanque o projeto de um trem de turismo no Município, que objetiva também a revitalização da orla ferroviária.

Recentemente foi feita uma limpeza geral na locomotiva para remoção das pichações. Os restauradores entraram em contato com especialistas para reconstituir as cores originais da Locomotiva 821. Ainda estão estudando as composições de cores e orçando os custos junto com um funileiro especializado, que dentro de 30 dias, iniciará a pintura.

A "Maria Fumaça" foi uma das primeiras locomotivas que percorreu a estrada de ferro em São Carlos, no ano 1891, e era chamada de Americana, pois foi produzida nos Estados Unidos pelo fabricante Baldwin.

Antes de compor o patrimônio da então Companhia Paulista de E#stradas de Ferro, a locomotiva circulou pelos trilhos da Douradense, que fazia o trajeto Dourado a Itirapina, sendo adquirida pelos proprietários de fazendas que viabilizaram a construção do trecho são-carlense da estrada de ferro.

Com o tempo a "Maria Fumaça" passou a trafegar nas linhas de Ribeirão Bonito e Trabiju, até ser desativada na década 60.

Por volta de 1968, a Prefeitura da cidade recebeu a "Maria Fumaça" da Companhia Paulista e houve uma grande movimentação dos moradores para sua preservação. Em 1971, a locomotiva foi instalada na Praça Brasil que estava sendo construída e foi inaugurada naquele ano.

A locomotiva permaneceu na Praça Brasil por 40 anos e atualmente encontra-se na Estação Cultura, onde será restaurada, e voltará a funcionar, alavancando o projeto de um trem turístico-cultural em São Carlos para a revitalização da orla ferroviária.

Para a historiadora e presidente do conselho curador Pró Memória São Carlos, Ana Lúcia Cerávolo, a "Maria Fumaça" é muito importante para a história de São Carlos. “Ela nos ajuda a registrar um momento particularmente importante da economia do Município, com as riquezas advindas da produção de café, e também de uma expansão urbana significativa com a chegada de muitos imigrantes", ensina.

É a partir da instalação da ferrovia, em 1884, que a cidade constrói seus palacetes e edifícios institucionais, com materiais importados trazidos pelos trens. "A cidade que conhecemos hoje, começou a ser construída a partir da última década do século XIX”, explica a historiadora.

Ainda segundo a historiadora Lúcia Cerávolo, para o funcionamento do trem, é preciso uma autorização da ANTT para que possa trafegar. "A partir dessa autorização, poderemos executar o projeto desenvolvido com o auxílio da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF)", afirma.

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