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Estudante desenvolve projeto para ensinar química através de mangás

Por: CALIANDRA SEGNINI

13/06/2012

A estudante de Química da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Adriana Yumi Iwata,25, desenvolveu um projeto experimental que une ciência e arte através de mangás (história em quadrinhos japonesa).

Intitulado de Sigma Pi,o projeto conta a história de Branca, uma garota recém transferida para um colégio interno tradicional da cidade que começa a frequentar um laboratório de química e a aprender diversos experimentos. Drama, romance, comédia e química são os elementos básicos do mangá que ensina os conceitos da ciência de uma forma divertida e lúdica, além de mostrar que histórias em quadrinhos podem servir como meio de entretenimento ou informação.

“Eu estava há um tempo sem desenhar ativamente e queria começar uma história, daí veio a ideia de juntar a química com os mangás”, explica Adriana que decidiu criar o mangá quando estava no segundo ano da graduação e atualmente é formanda em Química.

Embora tenha tido a intenção de testar e aprimorar técnicas de ilustração, a estudante também se preocupou em passar os conceitos de química de uma maneira simples aproximando a ciência das questões cotidianas.

“Tento deixar esta parte mais próxima possível dos leitores, já que é comum associar a química a algo de difícil compreensão.”

Além da divulgação científica, o projeto também tem objetivo de difundir a produção de histórias em quadrinhos no país.

“Nós temos um mercado de HQ, principalmente de mangás, muito restrito ao que vem de fora. Porém, temos bons quadrinistas fazendo material nacional, mas falta o apoio de editoras em investir nesses talentos”, ressalta Adriana que no segundo semestre realizará, através do projeto de extensão da UFSCar, uma oficina de produção de histórias em quadrinhos com foco na divulgação cientifica. A oficina terá duração de quatro meses e será aberta para a comunidade.

Projeto

O projeto Sigma Pi será tema do trabalho de conclusão de curso (TCC) de Adriana e está ligado ao núcleo de divulgação científica do Departamento de Química da UFSCar, o Ouroboros (http://www.ufscar.br/ouroboros/).

“É um grupo que trabalha com divulgação de ciência, através de várias atividades, sendo a principal delas o teatro. Eles utilizam vários experimentos de química nas peças e, inclusive, alguns deles eu coloquei nas edições do Sigma Pi.”

Os quadrinhos podem ser adquiridos pelo site http://sigmapi-project.blogspot.com.br/ pelo valor de R$ 3,50 cada edição. No site também é possível encontrar edições online.Os custos de impressão são bancados por Adriana que busca parcerias e patrocínio para o projeto.

Sigma Pi na Escola

A estudante do 9º ano do ensino fundamental, Beatriz Oliveira (15), conta que conheceu o projeto através de uma amiga que é fã de mangás.

“Minha amiga mostrou o site do projeto e eu achei super legal porque a gente acaba aprendendo química sem perceber e de uma maneira divertida”.

Atualmente, o projeto não está sendo utilizado por nenhuma instituição de ensino, mas, segundo Adriana, alguns professores compraram o material para mostrar a seus alunos.

“Gostaria que projetos assim fossem mais incentivados porque eles despertam nos alunos a vontade de aprender”, conclui Beatriz.



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