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Pesquisa avalia sistemas para tratamento do lixo

Por: CAMILA VITAL PASCHOAL

24/05/2012

Alunos e pesquisadores formados pela Universidade de São Paulo(USP),campus de São Carlos(SP), desenvolvem uma pesquisa com o intuito de avaliar diferentes sistemas de tratamento de águas residuárias para o tratamento de lixiviado de aterro sanitário (chorume), incluindo tecnologias alternativas de baixo custo combinadas com tecnologias mais tradicionais. A pesquisa é coordenada pelo professor doutor Marcelo Antunes Nolasco.

A rotina de laboratório tem várias etapas: como elaborar o processo que vão implantar, projetar os reatores, comprar todo o material necessário e montar os experimentos.

“Durante o trabalho monitoramos os principais parâmetros físicos, químicos e biológicos destes reatores (sistemas de tratamento). Esse monitoramento é feito visando vários objetivos, dentre os quais podemos destacar: adequar o efluente ( que pode ser esgoto doméstico, industrial, lixiviado e outros) aos padrões exigidos pela legislação para que ele possa ser descartado nos rios, lagos, mares etc. Além disso, buscamos sempre novas tecnologias que possam ter sua escala ampliada e atender a comunidade, através da otimização de eficiência e custos",explica Daniele Vital Vich, que integra o grupo de pesquisadores e atualmente é pós-doutoranda na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, no campus localizado na zona leste de São Paulo.

Um exemplo, citado por ela, são os reatores usados nas estações de tratamento de esgoto. "Todos eles foram primeiramente desenvolvidos em laboratório. Para o mundo acadêmico-científico, nossos interesses são voltados para a descoberta de novos microrganismos, novos mecanismos de tratamento. Os resultados das pesquisas são geralmente publicados em revistas com grande impacto e visibilidade no meio científico”, declara.

Segundo Daniele, a pesquisa com lixiviado, especificamente, beneficia toda a população. Há sérios problemas com o lixo urbano, os aterros já estão atingindo o seu limite e o volume de lixo só tende a aumentar. Mesmo sendo depositado nesses aterros, o lixo gera esse líquido (chorume) que é poluente e tóxico e o tratamento é difícil e caro. Em algumas cidades, atualmente, esse lixo é transportado em caminhões-tanque e depositado em estações de tratamento de esgoto, junto com o lixo doméstico. "Há fortes indicativos de que ele é apenas diluído e não remediado (tratado). Se forem desenvolvidas tecnologias para esse liquido ser tratado no próprio aterro (fonte geradora), o benefício será para toda a população e, principalmente, para o meio ambiente",ressalta.

Vitor Cano, aluno de Iniciação Científica,que também participa da pesquisa, diz que a previsão de conclusão do projeto é para segundo semestre de 2013."Para realização da pesquisa, contamos com alunos de mestrado e de graduação",informa.

Daniele destaca ainda que uma das vertentes do projeto é a participação de mais de 13 universidades brasileiras. "Já uma outra (financiada pela UNESCO) conta com um convênio entre nosso grupo de pesquisa e um grupo colombiano", finaliza

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