Ageuniara

Por reivindicações, sindicalistas de Jaboticabal vão a São Paulo

Por: ANDRE LUIS SOUZA DIAS

20/04/2012

O Sindicato da Alimentação de Jaboticabal e região esteve presente em São Paulo na última semana para reivindicar o fortalecimento da indústria nacional, a garantia e valorização do emprego, a redução dos juros e o controle do câmbio.

O evento reuniu cerca de 90 mil pessoas, segundo dados da Polícia Militar, e é resultado de diversos debates que formalizaram um “Pacto pelo Desenvolvimento, com geração de Emprego e Renda” entre as centrais sindicais e o setor produtivo.

A mobilização refletiu a luta organizada por medidas que atuem diretamente na questão estrutural. Os militantes reivindicavam medidas que sejam pontuais, que tenham o Estado como indutor e se configurem como política de longo prazo.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (Paulinho da Força), reafirmou que as centrais continuarão com as manifestações até que o governo se pronuncie e enfrente a política macroeconômica. “As medidas até aqui oferecidas não respondem ao que reivindicamos. Esse ato, que já ocorreu em dois estados, é apenas o começo, os trabalhadores estão unidos e juntos continuaremos a pressionar o governo. Nossa próxima parada será a Bahia e lá reafirmaremos mais uma vez nossa insatisfação com as medidas econômicas implementadas em nosso país”.

O presidente da Central Unica dos Trabalhadores, Wagner Gomes, resumiu o fato com a frase “A montanha pariu um rato”, ao mencionar o pacote de medidas apresentado pelo governo na terça-feira (3).

O pacote prevê a desoneração da folha de pagamento para 15 ramos de atividade, com a extinção da contribuição previdenciária patronal (20% dos salários) e sua substituição por um imposto sobre o faturamento, com alíquota entre 1 e 2%. Estabelece, ainda, entre outras coisas, a redução dos juros cobrados pelo BNDES no Programa de Sustentação dos Investimentos (PSI), cotas de importações para o setor automotivo e prioridade para a indústria nacional nas compras governamentais.

A Reportagem da Ageuniara entrevistou Silvano Pedro, presidente do Sindicato da Alimentação, que comentou sobre a manifestação: "O Grito de Alerta pelo Emprego e Indústria é um aviso que os trabalhadores, as centrais sindicais e também o setor produtivo estão atentos ao nosso maior problema, que é a atual política macroeconômica - juros, câmbio flutuante e superávit primário. O pacote apresentado ontem pelo governo, contém uma ou outra medida positiva, mas está muito aquem do defendido pelos trabalhadores. O processo de desindustrialização está muito violento, e é impulsionado pela ausência de competitividade, causada pelos juros, câmbio e tributos. Desse modo, toda a indústria perde, e quando a indústria brasileira perde, todo o país perde junto. Estaremos sempre de olho e apoiando todos os movimentos e manifestações que a Federação da Alimentação, a Força Sindical e outras entidades farão para cobrar melhorias do governo", disse Silvano.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou que "não estamos aqui como empresários ou sindicalistas, mas como brasileiros, e como tais lutaremos juntos para garantir o desenvolvimento do nosso país". Já o secretário geral do Sindicato da Alimentação, Ricardo A. Pedro, concluiu afirmando que "as medidas foram positivas, porém insuficientes. Queremos uma política industrial mais ampla, que recupere a competitividade da indústria brasileira e isso quer dizer repensar a atual política macroeconômica”.

Durante o evento, foi informado que a mobilização da classe trabalhadora prosseguirá com outros atos pelo país, e já estão agendados para os próximos dias a realização em Salvador, Manaus, Fortaleza, Belo Horizonte e Brasília, que encerra as atividades.

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