Ageuniara

Escolas estaduais têm salas de recuperação intensiva *

Por: VALDIR APARECIDO MONTANARO

30/03/2012

A partir deste ano, as escolas estaduais de ensino fundamental passarão a contar com classes de recuperação intensiva. A primeira turma será organizada como classe do 4º ano, a segunda será como turma do 5º ano, a terceira será organizada como classe do 7º ano e a quarta formará como turma do 9º ano.

As turmas, de até vinte estudantes, serão formadas em quatro etapas, com estratégias pedagógicas diferenciadas e específicas, de acordo com as necessidades dos alunos com dificuldades de aprendizagem.

A primeira turma será organizada como classe do 4º ano, constituída por alunos que apresentaram defasagem em relação aos três anos anteriores. A segunda será como turma do 5º ano, a terceira será organizada como classe do 7º ano e a quarta formará como turma do 9º ano.

Segundo a Diretoria Regional de Educação de Taquaritinga (SP), haverá acompanhamento semestral sobre os alunos, com visitas e reuniões. E a oficina pedagógica da secretaria realizará, a cada bimestre, reuniões e palestras com os professores que atuam nas classes de recuperação intensiva, para a preparação dos mesmos.

A formação das classes deverá ainda ter parecer do supervisor de ensino da unidade escolar e ser homologada pelo dirigente regional de ensino. De acordo com a Secretaria de Educação, de 36 escolas que a secretaria é responsável, quinze estão com classes de recuperação, no total de 28 salas.

A diretora de uma escola de Taquaritinga, que formou uma classe de recuperação, Sandra Regina Parreira Ribeiro, acredita que o projeto é satisfatório e trará benefícios. “As vantagens são as aulas com menos alunos, realizadas de forma diversificada e apoio à progressão continua. Temos que usar todos os recursos disponíveis para ajudar o aluno e melhorar o ensino”, diz.

Sandra ainda conta que a seleção será realizada com base no desempenho anual dos estudantes. “Os alunos serão escolhidos através de indicação feita pelos professores, no último conselho de classe, realizado ao final do ano letivo anterior”, explica.

Ela comenta que os alunos terão computador com internet, televisor para exibir vídeos, festas de aniversários e viagens. Ressalta que toda esta atenção especial é para que eles não se sintam diferentes dos alunos das demais salas.

O aluno L. P., 15 anos, do 7º ano do ensino fundamental, comenta que, nos anos anteriores em que não havia esse sistema de aprendizagem, era muita bagunça nas aulas e não conseguia se concentrar. “Numa classe com menos alunos o professor dá mais atenção”, observa.

O amigo da mesma classe, L. H. A. P., 13 anos, reforça que os professores são mais rígidos quanto à aprendizagem e a dificuldade de ler que tinha nos anos anteriores, melhorou.

Já a mãe de um aluno que frequenta uma sala de recuperação intensiva de uma escola de Tabatinga, Regiane Catarina Rodrigues, acha que nesas salas os alunos vão se dedicar mais aos estudos. “O estudo de hoje está muito fraco. A progressão contínua vai continuar, porém com este programa vai haver uma melhora na qualidade do ensino”, acredita.

A professora Joana Marta Pereira Ribon, formada em História e Estudos Sociais, lembra que são poucos meses de aula e os professores estão diagnosticando as deficiências dos alunos. Para ela, o programa dará resultado, pois se trabalha com poucos alunos e isso dá a possibilidade de ensinar em grupos de crianças com a mesma dificuldade, além do ensino individual.

Joana observa que os alunos no início tinham resistência a ficar em uma sala separada, mas hoje estão animados.

* Reportagem originalmente produzida para o projeto Jornal Vitral

Destaques:

Reportagens recentes:

Todas as reportagens

Reproduzir o conteúdo do site da Uniara é permitido, contanto que seja citada a fonte. Se você tiver problemas para visualizar ou encontrar informações, entre em contato conosco.
Uniara - Universidade de Araraquara / Rua Carlos Gomes, 1338, Centro / Araraquara-SP / CEP 14801-340 / 16 3301.7100 (Geral) / 0800 55 65 88 (Vestibular)
N /ageuniara/