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Professor araraquarense faz sucesso com microtextos

Por: CHRISTIANO KOBAL OLIVEIRA DIAS DE ANDRADE

30/08/2011

O professor de inglês e português Adalberto Belgamo,de Araraquara(SP), comanda o blog http://adalbathedevilsrighthand.blogspot.com/, em que trabalha com vários tipos de textos, mas com enfoque maior nos nanocontos, histórias curtas com começo, meio e fim.

Belgamo afirma que sempre gostou de ler e escrever, mas foi no seu curso de Letras que o contato com literatura foi maior. “Apesar de não me considerar um escritor, resolvi arriscar uns textos mais curtos, os microtextos. Gosto muito do formato dos contos, mas não me sentia seguro e ainda não me sinto, para elaborar uma narrativa mais complexa. Então, navegando na web, tive contato com esse tipo de produção literária e, desde então, tento produzir nanotextos significativos para mim, pelo menos”, revela o professor, que hoje elabora enredos maiores.

Ele diz que a concisão e a dinâmica do microtexto são muito importantes, pois “é desafiador concentrar os elementos da narrativa em poucas palavras”. Ao comparar os contos maiores e mais tradicionais aos nanotextos, Belgamo explica que ambos têm seus desafios. “Mas acredito que os contos maiores pedem mais esforço, principalmente nas descrições. Tenho feito uns textos mais longos, porque gosto de explorar a descrição, principalmente das personagens”, detalha.

Fanático por música, o escritor se inspira em Johnny Cash, R.E.M. e Hüsker D, entre outras bandas, e como não poderia deixar de ser, existem também a influência de autores como Stephen King, seu favorito; Machado de Assis, os Beats (Bukowski, Kerouac, Ginsberg, etc.), Manuel Bandeira, Florbela Espanca, Leminski, Patti Smith, além de “jornais e qualquer coisa que aparecer na frente. Já tive até uma coleção de bulas de remédio”, revela Belgamo.

Além disso, ele também se baseia no próprio cotidiano para escrever suas criações. “Como ando de ônibus, observo muito as situações do dia-a-dia e tento encaixá-las nas minhas narrativas. Gosto da simplicidade das coisas e tento descrevê-las, humanizando ‘coisas’ e ‘coisificando’ pessoas”.

O autor considera os nanocontos como algo fundamental para a leitura de textos em geral. “A leitura é um hábito. Portanto, começa-se com textos menores e vai se acostumando gradativamente a obras mais longas e complexas. Eu fico feliz quando - por meio dos textos que escrevo - sei que alguém começou a se interessar pela leitura de ficção”, finaliza Belgamo.

A jornalista Nádia Salmeron Lopes compartilha da opinião do professor. “O formato dos microcontos facilita a leitura, pois são rápidos e ricos em conteúdo. E ainda por cima, ajudam a incentivar o gosto pela leitura, já que atualmente o desinteresse por este tipo de atividade é grande", comenta.

A reportagem da Ageuniara pediu a ele que improvisasse um microconto, e foi prontamente atendida: “A energia acabou e, portanto, não podia ligar o PC (não era fã de portáteis) e procurar a informação na internet. Antes de dormir, acertou o despertador para as 5 da manhã. Queria acordar e ler o jornal, antes de todos os amigos e membros da família. Precisava descobrir o horário do próprio enterro”.

Outros microtextos

No blog de Adalberto Belgamo - http://adalbathedevilsrighthand.blogspot.com/ - existem textos de vários tamanhos e temas. Aqui foram selecionados alguns nanotextos para a leitura.

“começo...

I Ficou treze minutos - no escuro - tentando sintonizar alguma estação no rádio para saber o que estava acontecendo. Irritada, decidiu abrir a porta da cozinha para descobrir o porquê da escuridão.

II Nem chegou a completar o primeiro passo. Caiu num abismo escaldante e sem fim”;

“pés

I Desenhou o mapa-múndi no quintal da casa.

II Todos os dias, corre sobre os países, porque sonha em ser um maratonista reconhecido em todos os continentes”;

“leite tipo A

Agenor gosta de leite com chocolate e hortelã. Alberico aprecia leite com manga e morango. Adalton não vive sem leite com banana e cascas de laranja. Albertino - o pecuarista - tem intolerância à lactose”;

”manchetes

I Arremessaram o jornal na cabeça do Teodoro. Ligou na distribuidora para reclamar do entregador, pois quase todos os dias a cena se repetia.

II Na manhã seguinte, levou um tijolo baiano no meio da testa”.



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