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Pai de aluna denuncia más condições do transporte escolar em Tabatinga

Por: RODOLFO FERNANDES DA SILVA

13/05/2011

"Estão brincando de roleta russa com a vida das nossas crianças". É o que afirma Alexandre Oliveira Aravecchia. Após reclamar várias vezes sem que nada tenha sido feito, no dia 25 de abril ele apresentou queixa formal junto ao Ministério Público, revelando as péssimas condições do transporte escolar em Tabatinga.

Segundo Alexandre, os ônibus não recebem manutenção e é comum apresentarem defeito durante o percurso (inclusive nos freios), além de vidros quebrados, lataria batendo e ausência de cintos de segurança. A imprudência dos motoristas também o preocupa, pois já presenciou várias manobras arriscadas, que colocam em risco a segurança dos passageiros.

"Minha filha está viajando no mesmo ônibus que eu viajava em 1983 quando estudava. São quase 30 anos rodando e sem manutenção adequada. Além disso, ela já viu o motorista atingir 150 Km/h em uma estrada em que o limite é 80 Km/h”.

Desde o dia 25 Aravecchia não manda sua filha à escola, pois acredita que o primeiro dever de um pai é a proteção dos filhos. Ele acredita que ela não esteja segura dentro do ônibus escolar.

“Minha filha amanhece todo dia chateada por não ir, mas para que ela não fique atrasada, estou ensinando em casa. Todo dia eu começo por ciências e explico o que acontece com uma pessoa quando está em um veículo que bate a 80 e a 120 quilômetros por hora”.

D.H.S., aluno que também utiliza o transporte escolar, mas em outro veículo e rota, confirma que o problema é generalizado.

“O nosso motorista é cuidadoso, porém o ônibus vive quebrando. Um dia ficou sem freio na descida e passamos o maior medo; sorte que ele conseguiu controlar. Este ano já por três vezes ficamos sem transporte, ou o ônibus quebrava no meio do caminho e tivemos de continuar a pé, ou quando a gente estava no ponto esperando, passava alguém avisando que não ia ter ´busão´. Quem o pai podia levar, ia de carro, quem não tinha, voltava para casa e ficava sem aula”. E resume muito bem a situação: “O ônibus quebra mais que minha bicicleta”.

O estudante D.H.S. reclama também da super lotação. “Todo dia vai um monte de gente em pé, até uns pequenininhos que nem conseguem se segurar direito, qualquer dia sai um voando na curva”.

Segundo D.H.S.. já foram feitas várias reclamações, inclusive quando uma Juíza de Direito foi dar palestra na escola e uma aluna se manifestou, denunciando o problema diretamente a ela.

Após a denúncia de Aravecchia, o Ministério Público prometeu apurar o problema e realizar inspeções junto com a polícia. A Ageuniara procurou a Secretária da Educação, que é responsável pelo transporte dos estudantes, mas não foi encontrada.

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