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Dupla desenvolve games independentes em Araraquara

Por: CHRISTIANO KOBAL OLIVEIRA DIAS DE ANDRADE

29/03/2011

Marcelo Tanisho e o parceiro Ivens Correa Cardoso de Souza são desenvolvedores de jogos eletrônicos independentes, os chamados games indies.

Tanisho, formado em Engenharia da Computação pelo Centro Universitário de Araraquara (Uniara), desenvolveu como trabalho de conclusão de curso (TCC) um game baseado no jogo “Snake”, conhecido como “jogo da cobrinha”, bastante popular para celulares.

Souza tornou-se parceiro de Tanisho em projetos posteriores. Os dois falam das dificuldades de se atuar na área, e comentam sobre o cenário no país.

O trabalho de Tanisho, intitulado “Projeto Pliskin”, foi inspirado no citado “Snake”, e também “em filmes de monstros gigantes japoneses”, revela o jovem.

Diferentemente da versão para celulares, “Pliskin” apresenta uma rica plataforma 3D, na qual o jogador tem muito mais liberdade para controlar a personagem, que devora pequenas peças, culminando no aumento gradativo de sua cauda. “Meu trabalho de conclusão de curso acabou recebendo nota máxima no final”, orgulha-se Tanisho.

Souza, seu companheiro, conta um pouco sobre como é desenvolver um game indie: “Em primeiro lugar é preciso ter uma ideia. Geralmente a inicial não se mantém até o fim, mas é essencial para saber por onde começar”, diz.

Tanisho vai além e conta que não existem padrões de desenvolvimento de jogos como existem para sistemas comuns criados para computador. “Cada empresa cria sua própria maneira de desenvolver. Na questão de jogos independentes, a maioria dos jogos são criados por apenas uma pessoa que programa, desenha, escreve, faz a parte sonora e tudo mais”, explica.

Mas quando mais de uma pessoa se envolve no desenvolvimento dos jogos, esses itens podem ser divididos entre os membros. “Tudo depende da dedicação. Todos os programas e ferramentas tem suas vantagens e desvantagens e existem inúmeras opções, gratuitas e pagas, simples e complexas, para auxiliar no desenvolvimento jogos. A escolha de qual deles usar depende da necessidade de cada criador”, diz Souza.

Contudo, há no Brasil muitas dificuldades na área, principalmente nas questões financeiras e, por consequência, no tempo disponível para se trabalhar no ramo. “Poucos projetos independentes tem um apoio financeiro e poucos desenvolvedores independentes conseguem se sustentar apenas com games. Por não ter verba, na maioria das vezes é difícil cobrar qualquer membro da equipe que realize uma tarefa. Geralmente essas pessoas têm trabalho, família e outras coisas de que não podem abrir mão e o projeto acaba ficando para trás”, revela Tanisho.

Souza complementa: “Encontrar alguém que esteja disposto a usar seu tempo para ajudar no desenvolvimento de um jogo, e ter em mente que um retorno financeiro talvez não aconteça, desanima qualquer um. Existe demanda para o desenvolvimento de jogos, porém a mão-de-obra e os incentivos são poucos, e quando se trata de jogos indies, é pior ainda”, comenta.

Os dois ainda traçam um breve panorama sobre desenvolvimento de games indies no país, e também no interior de São Paulo. “O desenvolvimento de jogos no Brasil está sempre crescendo, apesar das dificuldades como a questão da pirataria. No interior essa área é praticamente inexistente. São muito poucos os que se dedicam a isso, e quase sempre esse pessoal não tem o reconhecimento que merece”, conta Tanisho.

Souza concorda com o amigo, mas destaca a Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos - Abragames (www.abragames.org), como promissora no país, “voltada para as empresas desenvolvedoras de jogos. Poucas pessoas conhecem essa iniciativa”, revelando também a falta divulgação desse tipo de trabalho.

Tanisho conta que desenvolveu o “Projeto Pliskin” visando lançá-lo para o videogame X-Box 360, utilizando as ferramentas gratuitas disponibilizadas pela Microsoft, produtora do console, juntamente com outra chamada “Blender”, também gratuita, usada na modelagem e animação 3D. Entretanto, devido às dificuldades citadas, “o projeto está parado pois não temos verba para sustentar o desenvolvimento e pessoalmente estou investindo em projetos menores”, conta o designer de games. Como alternativa, está mudando o foco do jogo para a plataforma móvel “Windows Phone 7”, lançada pela Microsoft no final do ano passado.

Apesar dos problemas, a dupla não desiste e dá dicas para quem se interessa pela área. “Procure sites relacionados ao desenvolvimento de jogos e fóruns para trocar ideias e conhecer novas pessoas. Tenha em mente que não será fácil, mas afinal, o melhor do jogo é dar final no modo Hard”, brinca Souza.

Já Tanisho, que coordena uma equipe de desenvolvimento de jogos pela Itec de Araraquara (SP) (www.itecararaquara.org.br), revela que está formando um grupo de estudos sobre o tema, que pode ser acessado pelo site www.quentegames.com.br. “Espero que o movimento em Araraquara e região comece a crescer. Estamos com algumas iniciativas muito legais e é bem capaz de rolar algumas coisas”, anima-se.

O estudante Renan Cardoso, que joga videogame com frequência, vê vantagens na criação dos jogos indies. “Os jogos podem ser programados por pessoas com diferentes profissões, idades e culturas. Com isso há a vantagem de aumentar ainda mais a diversidade de estilo dos mesmos. Os games indies são uma opção para quem não pretende gastar para se divertir, pois normalmente são jogos que podemos baixar sem nenhum custo pela Internet”, entusiasma-se.

Atualmente, Tanisho e Souza desenvolvem diferentes games indies. Tanisho está trabalhando em um puzzle (espécie de quebra-cabeças) envolvendo cores e pedras, e tentará lançá-lo no mercado da Microsoft no meio do mês que vem. Por sua vez, Souza está se dedicando a outro jogo. “É um game em que devemos desenhar quadrados. Existem vários pontos que você vai ligando e no final quem fizer mais quadrados ganha. Foi feito para a web, mas ainda não o hospedei em nenhum lugar. Falta arrumar algumas coisas, mas já dá para se divertir”, finaliza.



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