Ageuniara

O lixo que não é lixo

Por: KELLY CRISTINA DOMINGOS

11/11/2009

A velocidade que as empresas de tecnologia lançam seus produtos no mercado é bem diferente da velocidade que esse material leva para se decompor. Cada vez que um modelo novo é lançado, o antigo, embora esteja bom para o uso, se torna obsoleto e acaba enconstado num canto da casa, escritório, ou, o que é pior, vai parar no lixo.

Os componentes presentes em celulares e computadores são altamente tóxicos para a saúde das pessoas e meio ambiente. Por isso, dar um destino certo a esses materiais, é extremamente importante. Além de evitar a contaminação ao meio ambiente, esses aparelhos poderiam ser melhor utilizados, já que contam com recursos valiosos como plástico, metal e vidro.

Foi pensando na preservação do meio ambiente e na riqueza do material descartado, que uma ONG de São Carlos (SP), resolveu dar um novo destino aos computadores descartados: recuperá-los e doá-los para escolas e outras instituições.

O projeto "Reciclagem Tecnológica de São Carlos", o “Recicla Tesc”, conta com voluntários capacitados para recuperação de computadores danificados e um centro de reciclagem tecnológica onde são captadas e consertadas as máquinas. O projeto da Rede Social de São Carlos em parceria com Nosso Lar, prefeitura e Senac, dá um novo destino ao material que antes ia para o lixo.

O projeto conta hoje com pouco mais de vinte voluntários que foram treinados e capacitados para recuperar os aparelhos eletrônicos. Trata-se de uma parceria com o SESC, que promove o curso de recuperação e manutenção de computadores

Segundo Eduardo Henrique Cunha, coordenador do projeto, o "Recicla Tesc" pretende dar um destino correto ao lixo eletrônico e evitar que materiais como: chumbo, mercúrio entre outras substâncias tóxicas, venham a poluir os solos e lençóis freáticos.

Os aparelhos eletrônicos como computadores e notebooks, em bom estado, são recuperados por voluntários do projeto e encaminhados para a doação. Já os aparelhos sem recuperação, são encaminhados para a prefeitura municipal que os distribui para os projetos sociais de coleta seletiva, ou seja, pouco ou quase nada vai para o lixo.

Embora o projeto seja novo, tem pouco mais de um mês, já há bastante trabalho. Cerca de 300 computadores já foram captados e, em breve, terão um novo destino.

Para Nilton de Almeida Silva coordenador da creche Nosso Lar, além de receber e reciclar equipamentos de informática, o "Recicla Tesc" possibilitará a inclusão digital e social através da reutilização dos equipamentos que estariam destinados à sucata.

O Centro de Reciclagem Tecnológica funciona na Creche Nosso Lar, que também é um dos pontos de coleta. O projeto atende São Carlos e região. Um telefone também foi disponibilizado para a população (16) 3337-9800



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