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Pesquisadores da UNESP testam novo medicamento para tuberculose

Por: KARIN DEIS GUTIERRES

06/11/2009

Pesquisa em desenvolvimento há dois anos no Instituto de Química da UNESP de Araraquara, busca um novo medicamento para a cura da tuberculose. No momento a pesquisa encontra-se em fase de ajuste da dosagem nos testes in vitro.

Se os testes continuarem satisfatórios, dentro de 10 ou 13 anos haverá um novo medicamento antituberculose, de acordo com o químico Antonio Moro. Os compostos pesquisados são a base de paládio, nos quais a determinação de suas estruturas e reatividade é testada frente aos macrófagos, células de defesa do nosso organismo.

A primeira etapa dos testes dos compostos frente às bactérias causadoras da tuberculose é chamada CIM (concentração inibitória mínima). A substância testada, o paládio, deve inibir 90% ou mais das bactérias causadoras da tuberculose. Os resultados foram satisfatórios.

A segunda fase de testes é realizada in vitro e serve para tentar matar a bactéria sem matar o macrófago. As próximas etapas, também in vitro, visam testar a capacidade do composto agir nos macrófagos contendo o M. tuberculosis. Espera-se matar a bactéria e não o macrófago. O químico Antonio Moro acredita que serão necessários outros três ou quatro testes in vitro ainda.

O composto (princípio ativo) deve passar por várias etapas de avaliação. "Queremos algo muito eficaz para combater a micobactéria causadora da tuberculose e que não seja tóxico", diz Moro. Mas ainda não se tem previsão dos testes em animais.

A equipe de pesquisadores é formada pelo químico Antonio C. Moro; professor dr. Antonio Eduardo Mauro, orientador da pesquisa; Professor Dr. Adelino Neto, co-orientador; Professora Dra. Clarisse Q. F. Leite; e o químico Fernando Pavan.

Tratamento longo

O tratamento da tuberculose atualmente é prolongado, dura no mínimo seis meses e na maioria dos casos não é necessária a hospitalização. O uso de medicamentos inadequados ou administrados irregularmente, ou em doses inadequadas, é causa importante de não cura da doença. Além disso, com o tratamento inadequado, o microorganismo pode se tornar resistente e eventualmente ser transmitido para outros indivíduos, sendo seu tratamento mais complexo e de custo elevado.

Por isso, o objetivo dessa pesquisa é desenvolver um medicamento mais eficaz. A pesquisa envolvendo aplicação biológica (tuberculose) destes complexos de coordenação de paládio II iniciou-se há cerca de dois anos.

O SESA, Serviço Especial de Saúde de Araraquara, informa que os casos de tuberculose são poucos e têm diminuído. Em 2007 foram registrados 41 casos; em 2008, 39 casos; a maioria tratada. Quase não há abandono do tratamento, o que tem reduzido a mortalidade. No ano passado morreu apenas uma pessoa. Ainda assim, o SESA pretende reduzir os números de óbitos que estão diretamente ligados com o diagnóstico tardio dos casos.

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