Ageuniara

Campanha não intensifica venda de pescados no interior

Por: INGRID ROBERTA ALVES

15/09/2009

Foi lançado no dia 1º de setembro pelo Governo Federal a 6ª edição da Semana do Peixe, que visa estimular um maior consumo e produção de pescado no país. A Semana do Peixe tem duração de 15 dias mas o que se constata nos supermercados e peixarias é que o efeito alcançado não é o esperado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo de 12kg de peixe por pessoa por ano, mas no Brasil o consumo médio é de apenas 7kg. A recomendação decorre dos benefícios que o peixe traz para a saúde, sendo um alimento de baixo teor de gordura, fácil de digerir e com zinco, nutriente que estimula e melhora a memória.

“O peixe possui a gordura boa e, por ser fácil de digerir, exige menos do organismo. O zinco também é muito importante para a memória”, ressalta a nutricionista Valdete Regina Guandalini. Mas ela lembra que o modo de preparar o peixe também é importante. “É bom evitar fazê-lo frito, já que ele já tem pouca gordura e colesterol”.

Desculpa

O baixo consumo de peixe no Brasil, principalmente no interior dos estados, é atribuído, muitas vezes, a questões culturais, já que o pescado é visto como alimento de “fim de semana”. Mas a ideia da campanha e dos locais de venda é popularizar o consumo do peixe.

“Aqui nós também fornecemos as receitas e ensinamos a preparar, isso facilita e atrai o cliente”, diz Divino, proprietário de uma peixaria de Matão. Ele considera que o consumo de peixe na cidade é bom, feito conseguido depois de anos de comércio no município e bons fornecedores, que garantem um produto de qualidade.

A ideia que o peixe é caro por isso seu consumo é baixo também não se justifica. Em pesquisa realizada em peixarias e supermercados verificou-se que há várias opções de pescado mais barato que a carne vermelha e partes congeladas de frango.

O mais barato é a sardinha, cujo quilo custa uma média de R$ 3,50. O preço do filé de pescada, postas de bagre, merluza espalmada e filé de merluza e cavalinha varia entre R$ 4 e R$ 10,50. Para o final de semana podem ficar os peixes mais caros e que requerem mais elaboração no preparo, como filé de abadejo, salmão, bacalhau e filé de aruanã, que chegam a custar R$ 40 o quilo.

Mas é interessante observar que a mudança de hábito tem que ser efetiva e regular. "É necessário consumir peixe pelo menos duas vezes por semana para fazer algum efeito", lembra a nutricionista Valdete.

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