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Pesquisas da Unesp tentam a cura para o câncer cervical

Por: KARIN DEIS GUTIERRES

05/06/2009

Pesquisa que vem sendo desenvolvida há dez anos no Instituto de Química da Unesp de Araraquara, voltada ao desenvolvimento de um novo fármaco para a cura do câncer cervical, encontra-se em fase de ajuste da dosagem nos testes com camundongos. A previsão de resultados definitivos pode demorar outros dez anos, conforme o pesquisador Dr. Pedro Pulo Corbi.

Os compostos pesquisados são a base de paládio e platina, obtidos por via sintética, nos quais a determinação de suas estruturas e reatividade são testados frente às células tumorais HeLa, tipo de célula que desenvolve-se em várias partes do organismo. Essa pesquisa tem por objetivo descobrir novas substâncias para o possível tratamento de certos tipos de câncer.

Segundo o prof. Pedro, o projeto já está sendo desenvolvido há dez anos, e em fase laboratorial há cinco.

Testes em camundongos criados em laboratório apresentaram um discreto retardamento no crescimento dos tumores. Estuda-se agora o ajuste da dose ministrada ou melhoramentos no composto, tendo em vista obter a não proliferação de células tumorais.

O pesquisador diz, ainda, que não há previsão de início dos testes clínicos em humanos, porque os resultados alcançados até agora não são satisfatórios e ainda há muito o que pesquisar acerca dos efeitos colaterais.

O trabalho enquadra-se na área da química inorgânica medicinal, a qual já vem sendo largamente estudada pelo mundo.

Fármacos baseados em componentes metálicos já vêm sendo utilizados para o tratamento de vários tipos de câncer humano, tais como a cisplatina, que teve suas propriedades anticâncer primeiramente observadas em 1965, mas só em 1978 foi aprovada para uso no tratamento de câncer.

“Esta pesquisa, assim como outras que vem sendo desenvolvidas em vários estados do Brasil, é o resultado do investimento em Ciência e Tecnologia. Com a formação de novos docentes e pesquisadores, o Brasil avança na geração e na difusão do conhecimento e também em relação ao desenvolvimento de novos processos e produtos tecnológicos, os quais podem se reverter em melhor qualidade de vida para a população”, disse Corbi.

A equipe de pesquisadores é formada por Pedro Paulo Corbi e Antonio C. Massabni, do Departamento de Química Geral e Inorgânica do Instituto de Química de Araraquara, da UNESP; Andréia G. Moreira, do Departamento de Química Geral e Inorgânica do Instituto de Química de Araraquara e do Departamento de Bioquímica e Imunologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP; Francisco J. Medrano, do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas; Miriam G. Jasiulionis, do Departamento de Micro-Imuno-Parasitologia da Escola Paulista de Medicina, Unifesp; Cláudio M. Costa-Neto, Departamento de Bioquímica e Imunologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP.

Evandro Airton dos Santos, médico oncologista, disse que por ser um tema amplo, existem milhares de pesquisas que tentam a cura do câncer. Ele acredita que deve haver no mercado cerca de vinte drogas para o tratamento de diferentes tipos de câncer.

“À medida em que as pesquisas científicas sobre o câncer avançam e novas formas de tratamento são estudadas e aprovadas eu indico para os meus pacientes”, disse o médico. Como exemplo de incorporação dos resultados das pesquisas no tratamento do câncer, o Dr. Evandro cita uma droga que cura o câncer no tubo digestivo e que já virou um padrão em tratamento. O medicamento está no mercado há cinco anos. "Eu só indico porque já estão protocoladas", disse Evandro.

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