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Prefeitura dá ínicio ao programa de tratamento da fibromialgia

Por: MARIA LUÍZA ROSATO

24/03/2009

A Prefeitura de Araraquara deu inicio a um programa para tratar fibromialgia. Chamado de “Cuidando da saúde dos servidores municipais”, o programa é direcionado especialmente às mulheres que trabalham na Prefeitura.

O programa será realizado pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (Sesmt), através das psicólogas Regina Maria Coutinho Passos e Jaqueline Akiko Liberato, além do apoio de uma equipe formada por Paulo Moraes, da Fundesport, equipe do Cebrac (Centro Brasileiro de Cursos) e nutricionistas da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

O Programa de fibromialgia começou com uma palestra do médico Fábio Malara, reumatologista da rede municipal se saúde, realizada no dia 12 no anfiteatro da Biblioteca Municipal.

A palestra, aberta a todas as pessoas interessadas, tratou da síndrome, os seus sintomas, diagnóstico, tratamento e algumas formas de enfrentamento.

A fibromialgia é uma síndrome dolorosa crônica, caracterizada por dores difusas e amplas pelo corpo, além de cansaço e distúrbios de sono.

De acordo com os reumatologistas, a síndrome, apesar de não evoluir com seqüelas ou deficiências, causa algumas interferências significativas na qualidade de vida das pessoas por suas dores e sensações de cansaço.

Segundo Malara 20% dos atendimentos dos reumatologistas, tanto da rede pública quanto privada, correspondem aos casos de fibromialgia, sendo mais freqüente nas mulheres.

Em cada dez afetados pela fibromialgia, nove são mulheres. O diagnóstico, segundo o reumatologista, é clínico, não existindo exames complementares. Entre fatores que favorecem as manifestações estão os relacionadas a doenças graves como traumas emocionais ou físicos e, consequentemente, mudanças hormonais.

As psicólogas Jaqueline e Regina, do Sesmt, explicam que as pessoas com fibromialgia enfrentam algumas discriminações, principalmente nos ambientes de trabalho devido ás dores no corpo.

Além disso, a doença pode vir associada a um quadro de depressão e ansiedade, causando sérios problemas sociais. A psicóloga afirma também que a doença pode ser controlada através de um conjunto de ações girando em torno de atividades físicas relaxantes, controle nutricional e emocional, acompanhamento médico e terapia medicamentosa.

O Programa de Fibromialgia vai trabalhar no primeiro momento com 40 servidoras municipais que têm síndrome diagnosticada. O objetivo é contribuir para a melhora na qualidade de vida delas, enfatizando uma forma mais saudável de viver.

A maioria das mulheres que freqüentam o programa já tem algum problema diagnosticado como artrose, diabetes, hipertensão, entre outros.

O Programa será realizado até novembro deste ano nas dependências do antigo clube da Ferroviária, na Fonte Luminosa, sem nenhum custo adicional. Será utilizada uma sala da antiga casa de máquinas do estádio para grupoterapia, além da nova piscina coberta com rampa, barra de ferro e aquecida que é ideal para a realização da hidroginástica.

As reuniões serão semanais, sendo dois grupos de 20 mulheres em aulas distribuídas para uma turma na terça-feira e outra na quinta-feira, das 13h às 17h. Nesse período as servidoras serão liberadas do trabalho sem ônus.

Dentre as ações previstas no Programa destacam-se a informação aos servidores a respeito da fibromialgia, seus sintomas, diagnóstico e forma de tratamento para o controle da doença.

Também faz parte das ações buscar à redução dos casos e do absenteísmo, investigar locais de trabalho que apresentam muitos casos, envolver instituições como Uniara e Unip no atendimento fisioterapêutico, psicológico e hidroginástica.

“O Programa visa informar sobre o tratamento e principalmente o controle da síndrome. Apesar de ser um problema crônico que não tem cura, a pessoa pode controlar os sintomas através de tratamentos e ter uma boa qualidade de vida, tanto no trabalho quanto na vida pessoal”, finaliza Jaqueline.

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