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Motuca começa a se reerguer após desativação de usina

Por: GABRIELA MARQUES LUIZ

11/03/2009

Com o fechamento da Usina Santa Luiza, em dezembro de 2007,Motuca(SP) perdeu sua base econômica. A população ficou com medo do desemprego, o comércio caiu 40% e a prefeitura perderá cerca de 25% da sua receita anual em 2.010.

Na época, mais de 800 motuquenses trabalhavam na empresa. Uma parte foi remanejada para outras usinas do grupo que comprou a Santa Luiza, situadas na região e em outras partes do Estado de São Paulo.

Toda a situação apontava para uma crise. Um ano depois, a cidade começa a caminhar, algo que há 16 anos não acontecia.

Os comerciantes José Francisco de Arruda, dono de um escritório de contabilidade e despachante e Regina Veronezi de Arruda, dona de um bazar e papelaria, sentiram o impacto do fechamento da Usina em seus negócios.“O comércio teve uma queda brusca”, afirma Regina.

Hoje, eles veem o comércio da cidade recuperado.“O comércio está melhor do que na época da Usina, pois está ocorrendo maior movimentação de dinheiro”, afirma Arruda.

Para Levi Mendes, dono de uma lanchonete, houve perda de clientes.“Muitos de nossos clientes tiveram que ir embora”, diz. Mesmo assim, ainda não houve prejuízo. “As pessoas estavam com dinheiro no bolso, pois tinham recebido acerto. E ainda temos as pessoas que vêm para cá nos finais de semana e gastam na cidade”,afirma Mendes.

O grande prejuízo financeiro com a desativação da Usina acontecerá apenas em 2010, quando a empresa deixará de pagar ao munícipio cerca de R$ 3 milhões anuais em impostos.

Motuca sempre esteve voltada à cultura da cana. Com a desativação da Usina, a cidade tem hoje uma significativa mão-de-obra disponível. E uma grande oportunidade de diversificar sua economia.

A busca por novas empresas é a prioridade da atual gestão. A pretensão é gerar de 400 a 500 empregos ainda esse ano.“Motuca desponta para dois caminhos: o têxtil e a fabricação de peças”, afirma Ricardo Fascinelli, prefeito da cidade. Além de empresas relacionadas a essas àreas, Motuca poderá receber uma calderaria, uma fundição e uma empresa de leite e iorgute.

De acordo com Fascinelli, cortar gastos é essencial para amenizar esse prejuízo na receita do município.“Estamos gastando somente o essencial,substituindo o serviço terceirizado pelo da prefeitura e estudando outras medidas”,diz. Com essas táticas, a prefeitura economizou, no total, R$ 600 mil em janeiro e fevereiro. “Se conseguirmos economizar R$ 200 mil por mês, no final do ano estaremos com R$ 2,5 milhões para investir e nos recuperarmos”,observa Fascinelli.

“Tem que acontecer tudo esse ano: vinda de empresas e criação de novos empregos. Passaremos apertado em 2.010, respiraremos em 2.011 e vamos curtir em 2.012”, planeja o prefeito.



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