Ageuniara

Caramujos africanos infestam bairros de Araraquara

Por: MARCOS EMMANUEL MAIA DE OLIVEIRA

27/11/2008

Uma infestação de caramujos africanos preocupa os moradores de Araraquara. Os bichos proliferam em quintais e terrenos baldios de alguns bairros. Além de destruir pequenas plantações, eles podem provocar sérios problemas à saúde.

O caramujo-africano é uma espécie considerada praga em diversos países no mundo todo. Foi introduzido ilegalmente no Brasil na década de 80, com o intuito de oferecer um substituto mais interessante economicamente e de maior peso que o escargot verdadeiro.

Em pouco tempo de criação se verificou que o animal não tinha boa aceitação no mercado consumidor brasileiro, o que provocou a desistência da maioria dos criadores. Muitos deles se desfizeram dos animais de forma errônea, liberando os caramujos em jardins, matas ou simplesmente colocando-os no lixo, afirma o fiscal sanitário da prefeitura de Araraquara, Paulo Henrique Frias.

Estes caramujos não encontraram predadores naturais à sua altura e se multiplicaram rapidamente, invadindo diversos tipos de ecossistemas brasileiros. Como são hermafroditas (possuem os dois sexos em um mesmo animal) e realizam a autofecundação, basta apenas um indivíduo para que a praga se alastre. Afinal, são cerca de 400 ovos ao ano por caramujo.

Para Frias, a melhor maneira de combater o molusco é colocar sal em cima e retirar as conchas que podem servir como criadouro do mosquito da dengue. Depois que o caramujo morrer, deve ser colocado em um saco, enterrado ou colocado no lixo.

“Eles provocam doenças em humanos e em alguns animais; contaminam o solo e a água, devastam plantações, hortas e jardins. Podem transmitir vermes que causam doenças neurológicas, como a meningite eosinofílica, embora dessa não tenha havido ainda registro no Brasil.

Também podem passar aos humanos o parasita causador da angiostrongilíase abdominal, doença fatal que ataca os intestinos (perfuração e hemorragia interna) e da qual há centenas de casos registrados no país, afirma o técnico.

Frias ensina que ao encontrar esses moluscos, a população deve relatar o caso imediatamente à prefeitura do município.

Destaques:

Reportagens recentes:

Todas as reportagens

Reproduzir o conteúdo do site da Uniara é permitido, contanto que seja citada a fonte. Se você tiver problemas para visualizar ou encontrar informações, entre em contato conosco.
Uniara - Universidade de Araraquara / Rua Carlos Gomes, 1338, Centro / Araraquara-SP / CEP 14801-340 / 16 3301.7100 (Geral) / 0800 55 65 88 (Vestibular)
N /ageuniara/