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COMUNICADO

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Ano Internacional das Línguas visa o multilinguismo

Por: FLÁVIA SERRANO CAYRES

06/11/2008

A Assembléia Geral das Nações Unidas proclamou em 16 de maio de 2007, o ano de 2008 como o Ano Internacional das Línguas,destinado a abordar as questões da diversidade linguística, no contexto da diversidade cultural, de respeito por todas as línguas e multilinguismo.

A resolução também objetiva a discussão sobre as questões linguísticas na própria Organização das Nações Unidas(ONU).Com essas metas, quer a conscientização dos governos, em nível nacional e internacional, para a preservação de uma das tantas riquezas que a humanidade tem: a língua.

De acordo com a assessora de Relações Internacionais da Prefeitura de Araraquara(SP)e mestra em Lingüística pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) Julia Gorla, as línguas incidem de modo complexo sobre a identidade, comunicação,integração social,educação e o desenvolvimento, e têm uma importância estratégica para as pessoas e o planeta.“Ao reconhecer a diversidade lingüística reconhecem-se também possibilidades, tradições, memórias, modos singulares de pensamento e expressão, recursos valiosos para um futuro melhor”.

Para a Lingüista deve-se, com urgência, tomar medidas para promover o plurilingüísmo. “É preciso fomentar a formulação de políticas lingüísticas regionais e nacionais coerentes que propiciem a utilização apropriada e harmoniosa das línguas em uma comunidade e país determinados. Tais políticas consistem em promover medidas que permitam a cada comunidade utilizar sua língua materna em setores públicos e privados, que possibilitem a aprendizagem e o uso de outras línguas locais, nacionais e internacionais", afirma .

“A língua materna reflete a sociedade e esta, por sua vez, se expressa por meio dela. É uma simbiose, uma não existe sem a outra; ou seja, a sociedade se comunica, se faz entender, transmite sua cultura, artes, crenças e valores, por meio de sua língua. Situado na vida, o homem aprende. Vai à escola, lê jornais e livros, vê televisão e absorve informação e instrução. A língua materna transmite a herança viva de um povo.” diz Julia.

Para ela, a língua define a identidade pessoal de cada indivíduo.“O indivíduo é pessoa porque é sujeito produtor de cultura. A sua língua materna é sinal de si, mas ela também é sinal dos espaços políticos onde ele se insere e define fronteiras político-culturais.Assim, a definição não é territorial apenas, mas muito mais lingüística”.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) mais de 50 % das línguas faladas correm o risco de desaparecer por estarem ausentes do sistema educacional, dos meios de comunicação, da indústria editorial e do público em geral.Para Julia, esta é uma triste realidade.“Elas são um componente essencial do patrimônio vivente da humanidade, o chamado patrimônio imaterial. Das 6.000 línguas utilizadas no mundo, 96% são faladas somente por 4% da população mundial. Em média, uma língua desaparece a cada duas semanas e 80% das línguas africanas carecem de transcrição escrita“,completa.

Em relação ao aprendizado de uma língua estrangeira Julia faz um alerta: “Num mundo cada vez mais conectado, dominar idiomas estrangeiros é fundamental para a integração entre povos em termos culturais, econômicos, acadêmicos. Não se pode mais pensar em uma vida reclusa e distante dos outros povos”.

Para finalizar a Lingüísta faz uma breve análise sobre o ensino brasileiro da Língua Portuguesa."De acordo com vários depoimentos e análises, nota-se como é preocupante o quadro que vemos, tanto em relação ao ensino de Língua Portuguesa no Brasil, quanto ao ensino num contexto mais amplo. A análise estatística de dados referentes à educação no Brasil revela situações complicadas como o baixo índice de aprendizagem por parte dos alunos",opina.

Segundo ela, são evidências de um ensino precário, baseado em moldes antiquados e que se encontra totalmente perdido. Ela lembra que, conforme algumas avaliações da Unesco,percebe-se que os resultados desse tipo de ensino são catastróficos.

"Há que se mudar muita coisa na abordagem da Língua Portuguesa, principalmente no ensino fundamental, base da educação.” conclui.

Unificação da Língua Potuguesa

Para Julia, a unificação mediante alterações feitas em seu sistema ortográfico que será utilizado a partir de janeiro de 2009, busca verificar o seu papel como Língua de comunicação internacional, veicular de informação, em função do número de falantes, do estatuto e do uso que assume nos fóruns internacionais.

"Por ser a língua materna de mais de 204 milhões de pessoas,é um veículo de comunicação internacional entre pessoas que falam, choram e riem neste idioma (Brasil. Portugal, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Angola, Moçambique, Cabo Verde). É em Português que estes falantes exprimem o seu sentir, as suas emoções e os seus juízos",diz.

Para ela, a uniformização de procedimentos, metodologias e técnicas facilitam a socialização (global) e a operacionalidade dos processos de produção. "Por isso, há a busca dessa língua global.Essa situação facilitará ainda as publicações que, doravante, serão impressas em apenas uma versão para todos os países”finaliza.



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