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O que faz o jornalista: o diploma ou a prática?

Por: MICHEL DA SILVA COELHO LACOMBE

29/10/2008

Ao completar 200 anos de existência no Brasil, a imprensa passa por um grande dilema: jornalista deve ter um diploma (de Comunicação Social) ou aprender o ofício dentro de uma redação. Dois jornalistas do jornal “O Estado de São Paulo”, Jotabê Medeiros e Daniel Piza, defendem a flexibilidade, sobretudo aos que já possuem um outro curso Superior.

“Eu acredito muito na prática”, sintetiza Medeiros, que esteve em São Carlos (SP) para participar do projeto Café Plural, desenvolvido pelo Projeto Contribuinte da Cultura/FAI-UFSCar. Repórter do "Caderno 2", ele é formado em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Londrina, no Paraná, em 1986.

No entanto, ele acredita que a reflexão acadêmica é importante para a formação profissional. “Em uma universidade converge um tipo de discussão que não é possível em uma redação”, afirma. Segundo ele, uma redação não é o local ideal para que o assunto seja debatido. “ [No jornal] você não tem tempo para isso. Você tem que trabalhar, produzir o seu melhor. As universidades por excelência e por tradição são o centro de reflexão”.

Sua tese é a de que a formação acadêmica de jornalistas deva acontecer. “Acho razoável que existam cursos”. Porém, seu ponto de vista, não exclui pessoas que tenham inclinação à carreira. “Acho que deveria ser flexível a admissão de um profissional que tenha uma vocação e um talento óbvio para a atividade e, portanto, deva ser reconhecido como tal”

Já Daniel Piza, formado em Direito pela faculdade do Largo de São Francisco (USP), em 1992, e que participou do mesmo projeto,em São Carlos, é contra a obrigação de cursar uma faculdade para se formar jornalista. “Mesmo que eu não fosse formado em Direito eu seria contra porque é uma obrigatoriedade que só existe no Brasil”, diz.

Para a formação profissional,Piza, que atualmente é editor de “O Estado de São Paulo”, afirma que gosta do método norte-americano para a formação de um jornalista. “Você faz uma faculdade que da área para qual você tem uma vocação e depois você faz uma especialização de um ou dois anos em jornalismo”. Ele comenta que esse tempo é o suficiente para que a pessoa entenda o debate em torno do jornalismo.

“[O profissional] tem que ter um conhecimento bastante aprofundado de pelo menos uma área (se não mais de uma) e ter um texto muito bom, que só a prática e as dicas trazem, além da vocação que a pessoa tem”.

Piza lembra que em sua época inicial, os profissionais faziam uma outra faculdade e depois jornalismo. “Eles sabiam que o jornalismo não dava aquela formação profunda que ele precisava”.

“Acho muito tempo quatro anos de jornalismo”, resume. “Acho mais fácil pegar uma pessoa que estudou quatro, cinco anos de Economia e transformá-lo em um jornalista do que pegar um jornalista e for ensinar Economia para ele”, finaliza.



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