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Pais devem ter diálogo aberto quando o assunto é sexo

Por: MARCIANO APARECIDO DA SILVA

13/10/2008

É importante falar de sexualidade desde muito cedo com os filhos. Algumas curiosidades sobre o assunto surgem quando ainda são crianças. É fundamental que exista esta comunicação diretamente com o adolescente, já que a sexualidade é uma das condições que acabam sendo despertadas nessa fase da vida.

Mas, isso só vai acontecer se já houver na família, desde o início, um canal de comunicação aberto. É necessário haver um vínculo afetivo e os pais precisam ser modelos de conduta a ser seguido pelos filhos.

O sexólogo Paulo Marçal Ribeiro, de São Carlos(SP), orienta os pais a sempre falarem a verdade, desde cedo, porque as crianças criam um vínculo afetivo com eles e, na hora da explicação, os pais ficam mais confiantes para responder as curiosidades de seus filhos.“Eles têm que mostrar para a criança que o tema sexo é um tema tão natural quanto os outros, evitar mentir e dar respostas distorcidas, para não confundir as crianças”, explica Ribeiro.

A família Peres, de Araraquara(SP),que tem dois filhos adolescentes, descobriu na música, uma forma de unir toda a família.Os pais sempre trataram dos problemas que podem ser gerados pelas drogas na adolescência, por exemplo. E também sempre conversaram sobre a necessidade do uso de preservativos nas relações sexuais para evitar doenças e uma gravidez precoce.

A mãe,Luciana Peres,ficou grávida na adolescência. Hoje ela tem certeza que a conversa é fundamental com os filhos, a respeito da sexualidade.

Luciana,que é professora, explica que “a conversa relacionada à sexualidade não pode ser tratada de maneira formal.Acho que tem que surgir naturalmente de uma conversa que esteja acontecendo e, naturalmente, você conversa sobre o assunto”.

Embora os pais sejam bem abertos, os filhos confessam que nem sempre é fácil falar de sexo. Caiuá Peres fala sobre os obstáculos enfrentados na hora da conversa com seus pais.“Quando o pai vem falar, ele já chega um pouco constrangido de conversar com a gente. É um assunto que ninguém acha gostoso de ficar conversando, uma coisa é você falar com seus amigos, outra é você falar com seus pais, é um assunto que você não chega contando em casa, como você conta o seu dia na escola”.

A psicóloga Ana Paula Frederico,de São Carlos, diz que muitos pais hoje reclamam que os adolescentes escutam mais os amigos do que a família, isso só ocorre quando não existe esse vínculo formado e, por isso, os adolescentes acabam se identificando mais com os amigos.“Se não existe essa abertura, esse diálogo, a conseqüência é que o adolescente fica numa situação de risco de desenvolver problemas sérios como doenças contagiosas e ter uma gravidez precoce”, explica Ana Paula.

Uma pesquisa recente feita pelo portal educacional: www.g1.globo.com (uma ferramenta na Internet com informações organizadas para educação infantil, ensino fundamental e médio), avaliou cerca de 6.300 estudantes de 13 a 16 anos de escolas particulares de todo o Brasil com o objetivo de avaliar como o jovem encara a questão da sexualidade. A pesquisa constatou que 22% deles já tinham feito sexo, 91% dos que já tiveram relação acham importante o uso da camisinha, mas apenas 60% disseram que a utilizam sempre.



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