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Sonho de publicar leva novos autores a bancar edição de suas obras

Por: FERNANDO SCHIMIDT PEREIRA

19/09/2008

Um velho ditado popular diz: “Um homem deve ter filhos, plantar uma árvore e escrever um livro”. Porém, não basta mais escrevê-lo. A vontade de publicar suas obras e as facilidades propostas pelo mercado editorial atual tem feito com que muitos manuscritos saiam das gavetas das escrivaninhas direto para as estantes das salas de visitas.

Poesia, crônica, romance ou contos, obras de todos os gêneros têm sido publicadas a partir da iniciativa de seus próprios autores.

A produtora de moda Estéfany Alonso, após algumas respostas negativas em concursos literários, decidiu custear sua própria publicação. A escritora, que alimenta o gosto pela literatura desde os 12 anos, pagou R$ 3 mil para publicar quinhentas cópias do livro “Lembranças”, uma coletânea de dez contos.

A autora afirma que o mais complicado para o novo escritor brasileiro é ser reconhecido e chegar a uma das grandes satisfações do processo literário: “a publicação de um livro e a divulgação de sua obra no mercado editorial”.

Estéfany vendeu seu livro entre os amigos e familiares. Com o apoio de todos conseguiu recuperar seu investimento. “É muito importante ter uma teia de amigos e familiares dispostos a incentivar nosso trabalho quando se decide pela auto-edição”, diz a autora.

João Scortecci, diretor-presidente do grupo editorial Scortecci, diz que “muitos publicam apenas pelo sonho. Porém, é preciso ter uma análise prévia para não virar tudo um pesadelo".

Scortecci esclarece como se faz a avaliação para publicar um livro de maneira individual e financiada com recursos próprios: “Fazemos uma entrevista com o autor, quando analisamos se ele tem potencial para vender muito; posteriormente checamos o número de familiares e o tamanho da empresa onde trabalha, se tem convívio social, conhece bastante gente, cidade onde mora e se tem vida escolar. Esse contexto pode determinar as vendas".

O caminho trilhado por Stéfany em suas “Lembranças” não é o recomendado pela maioria das empresas que tem prestado este tipo de trabalho. Especialistas no assunto dizem que começar por antologia de autores é o mais indicado, pois assim não se corre o risco sozinho e os gastos editoriais são divididos por todos.

Em Araraquara, o Sr. Dario Gonçalves da Silva, 88 anos, autor de “Crônicas da Terra”, tem publicado suas obras há alguns anos e afirma estar finalizando mais um trabalho para este ano.

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