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Lei das cotas é alvo de polêmica entre os universitários

Por: ADRIEL MANENTE FRANCISCO

04/06/2008

Em 2003, foi aprovada a lei das cotas, que ordena que as universidades públicas reservem 20% das vagas de seus vestibulares para alunos negros e mais 20%, para estudantes oriundos do ensino público.O restante das vagas é competido normalmente pelos vestibulandos.

A lei gera muita polêmica entre os universitários, que concorrem às vagas e pela nota de corte ficam na frente de outros candidatos, mas pela lei são obrigados a ceder suas vagas para os alunos que são beneficiados pelas cotas.

Por outro lado, o governo afirma que a medida é um tipo de “retratação histórica”, pela discriminação com os negros, ao longo do tempo e é uma forma de dar maiores perspectivas de um ensino superior e sem custos para os estudantes que a vida toda não tiveram condições de pagar para aprender.

Segundo a coordenadora da Universidade Estadual Paulista (UNESP),professora Doutora Maria Beatriz Loureiro de Oliveira, a UNESP,por exemplo, já adota o sistema de cotas implantado pelo governo.As cotas são vistas como a grande chance de alguns alunos para passar no vestibular que é muito concorrido.

“A lei incentiva os alunos e é tratada como a grande oportunidade de negros e estudantes de escolas públicas sobressaírem num espaço muito concorrido, se é ou não é justo, é outra história, mas é observada sobre este ponto de vista”, conclui a coordenadora.

Já para o sociólogo Vinícius Pesaroglo, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a lei causa um outro tipo de reflexão.“Veja bem, no caso de cotas para negros eu acho um completo equívoco, isso seria como uma discriminação invertida, pois à medida que foi feita para acabar de vez com o preconceito aos negros, gera o preconceito aos brancos",filosofa o sociólogo.

A lei é tão polêmica que acaba gerando desconforto em certos pontos até para quem foi beneficiado por ela, como no caso da aluna Nathália Cerciari, que foi beneficiada pelo sistema de cotas ao passar no curso de Pedagogia na UNESP, porque estudou a vida toda no ensino público.

“Eu acho que no caso de estudantes de escolas públicas tudo bem.Pelo menos é um jeito de tentar se retratar pelo péssimo ensino que tiveram durante o período escolar",diz



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