[ mostrar mensagem ]

COMUNICADO

A Rádio Uniara FM 100,1 está temporariamente fora do ar para ajustes técnicos.

Em breve, toda a programação da rádio estará normalizada. Agradecemos a compreensão de todos os nossos ouvintes

Cordialmente,

Universidade de Araraquara - Uniara

[ ocultar ]

UNIARA

Ageuniara

A capital da luva de raspa completa 117 anos

Por: RAFAEL DA SILVA PELOSO

13/05/2008

A cidade de Bocaina completa, dia 23 de maio, 117 anos. A cidade nasceu com o café e hoje tem como principais fontes de renda a cana-de-açúcar e a luva de raspa.

De 1885 a 1890, um grupo de fazendeiros se estabeleceu na estrada que liga Jaú a Araraquara, fundando o arraial de São João Batista. A estrada cortava a mata e o arraial ficava entre dois espigões, dando aparência de “boca de serra”, origem tupi-guarani do nome Bocaina.

Em 12 de maio de 1891, capitão Bento Rangel, José Inácio de Alvarenga, Venância Simões, Pedro Eleutério, Vicente Ferraz, Luiz Cardia fundaram o distrito policial, que foi elevado à condição de município e reconhecido pelo governador Américo Brasiliense em 23 de maio do mesmo ano. O reconhecimento da sede municipal como cidade deu-se em 1906, por força de lei estadual.

Desde então, o município passou a ser denominado São João da Bocaina, situação que foi modificada em 1938, quando o nome foi simplificado para Bocaina, conforme o Decreto n° 9775, de 30 de novembro do mesmo ano.

Bocania nasceu no apogeu da cafeicultura no Brasil. Entre 1900 e 1910 a cidade recebeu imigrantes italianos e espanhóis para trabalharem na lavoura de café. A cidade foi a quarta maior produtora de café da região, com oito milhões de pés espalhados por suas fazendas.

A população de Bocaina até 1930 era de 21.450 habitantes. Destes, 17 mil concentravam-se na área rural. Após a crise de 1929, o café perdeu prestígio e muitos imigrantes deixaram a cidade. Hoje, a população de Bocaina gira em torno de 11 mil habitantes, concentrados quase que totalmente no perímetro urbano.

Após a crise de 1929 o café deu espaço à cana-de-açúcar. Segundo Júlio César Martins Bonani, autor do livro “Monoculturas cafeeira e canavieira em Bocaina”, a região já tinha importância na produção de açúcar desde 1921. “Algumas fazendas de Jaú e de Barra Bonita já plantavam cana na década de 1920. A região chegou ser a segunda maior exportadora de açúcar do Brasil”, afirma Bonani.

De 1956 até 1983 a família Tonon produziu água-ardente em Bocaina. Na época o número de empregados no cultivo da cana-de-açúcar era relativamente baixo e a área total do plantio de cana correpondia a 242 hectares. Entre 1985 e 1994 o engenho tornou-se Agroindústria Tonon e em nove anos a cana passou de 242 para 17.700 hectares. “Partimos para o pró-álcool porque a pinga não dava certo, mas a maioria dos plantadores não o fez, permanecendo na pinga, e faliu. O álcool era a solução”, diz Renato Tonon, sócio-proprietário da empresa.

A Usina Santa Cândida Açúcar e Álcool, propriedade da família Tonon, é a maior empresa do município. Sozinha a usina gera mais de três mil empregos durante a safra e 1.200 na entressafra.

Luva de raspa

Outra fonte de renda do município é a luva de raspa. A luva de raspa é um material de segurança feito a partir do couro do boi que fica entre a carne e a pele. É muito utilizada por trabalhadores de metalúrgicas e do corte de cana.

Bocaina é considerada a capita nacional da luva de raspa. São 100 curtumes instalados na cidade, o que represnta 500 empregos no curtimento do couro e 800 empregos na fabricação da luva de raspa. “Esses números são os empregados registrados, mas a luva é responsável por 70% dos empregos de Bocaina”, informa Gisberto Marcos Antunes, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Coureiros de Bocaina.

Segundo o sindicalista Gisberto, a vinda dos curtumes para Bocaina começou na década de 1980. Os curtumes recebiam incentivos fiscais do prefeito da época, Alfredo Sormani Junior. “Ninguém esperava esses números, os vereadores e o Prefeito queriam apenas dar mais empregos à população", lembra Antunes.

As luvas de raspa são o principal produto gerador de empregos na cidade, fundamentais para a sobrevivência de cerca de 70% da população economicamente ativa do município.

Destaques:

Reportagens recentes:

Todas as reportagens

Reproduzir o conteúdo do site da Uniara é permitido, contanto que seja citada a fonte. Se você tiver problemas para visualizar ou encontrar informações, entre em contato conosco.
Uniara - Universidade de Araraquara / Rua Carlos Gomes, 1338, Centro / Araraquara-SP / CEP 14801-340 / 16 3301.7100 (Geral) / 0800 55 65 88 (Vestibular)
N /ageuniara/