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Órgão da UFSCar capacita professores a ensinar a história dos negros no Brasil

Por: DANILO LUIZ MORENO

26/10/2007

Em 9 de janeiro de 2003 foi aprovada a lei 10.639/03, a primeira em apoio ao movimento negro no país, pois obriga todas as instituições de ensino fundamental ou médio, públicas ou privadas, a incluírem em sua grade curricular também a história dos negros no Brasil. Mas a lei ainda não está sendo cumprida em muitas escolas, reflexo de mitos e tabus a serem quebrados, além da falta de capacitação de professores e outros profissionais da educação.A UFSCar oferece uma contribuição na formação de professores capacitados através do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros(NEAB).

Em São Carlos NEAB capacita professores no cumprimento da lei, como explica Ana Paula Perera Gomes, estudante de mestrado do NEAB e colaboradora do Centro Municipal de Cultura Afro-Brasileira: “Os integrantes do NEAB dão um curso para professores da rede municipal de São Carlos discutindo a temática das relações raciais na escola e estimulando a implementação da lei. Esse curso já foi dado em São Carlos em anos anteriores para professores da rede estadual de ensino”.

Ana Paula alerta que o importante é que todos os cidadãos cobrem das escolas e dos profissionais de ensino que implementem atividades e conteúdos referidos à lei. "Qualquer cidadão pode e deve exigir isso”, enfatiza Ana Paula.

Também com esse objetivo em 1978, no Teatro Municipal de São Paulo, grupos militantes negros de todo o Brasil decidiram que o Dia da Consciência Negra seria no aniversário da morte de Zumbi dos Palmares, 20 de novembro. A comemoração se contrapõe à história oficial que considera o 13 de maio de 1888, data em que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, como a festa em comemoração ao fim da escravidão no país.

Mas o que a história oficial não conta é que logo após a assinatura da carta de alforria, sem a reforma agrária os negros foram esquecidos pela sociedade brasileira. Com incentivos ao branqueamento da população através da facilitação da entrada de imigrantes europeus, a situação dos negros permaneceu tão difícil quanto antes.

Algumas iniciativas de resistência dos negros ocorreram desde então, mas sem grande repercussão na sociedade da época. Associações de bairros, jornais populares e até um partido político estão entre essas tentativas de resistir à exclusão imposta pelas elites da época, francamente racistas.

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