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Um Super-Homem : jovem perde 155 quilos

Por: ADRIANA MARIA VANNUZINI BORDA

17/10/2007

Ricardo Colombo Rossi, estudante de 29 anos, morador de Araraquara (SP), pode ser visto em vários pontos da cidade, muito ágil e comunicativo sobre sua bicicleta e leva de lá prá cá seus 95 quilos distribuídos em mais de 1,80 m.

Poucos sabem, contudo, que há pouco mais de dois anos, Ricardo pesava 250 quilos e que eliminou 155 sem medicação, psicoterapia, ou qualquer outro recurso. Mudou sua vida sozinho.

Rossi conta que, quando bebê, era aquela “coisinha linda, cheia de dobrinhas”, pois herdou da família paterna e materna a tendência à obesidade, contra a qual sabe que terá de lutar para sempre.

Esta herança genética associada a terríveis hábitos alimentares tornou a obesidade sua identidade."Este menino pode morrer" ou "que pais irresponsáveis" eram os comentários, velados ou não, conta ele.

Rossi discorda desta culpa atribuída a seus pais e explica que na década de 80 a mídia não tratava deste assunto como um problema, e os gordos só apareciam em programas humorísticos ou do tipo "acredite se puder".

Já adolescente, tinha plena noção de estar no planeta errado e cometia o "imperdoável pecado" de ser obeso. Seu apelido na escola era "Tanque Alemão" : para alguns era um menino enorme que iria morrer cedo, enquanto para os pequeninos e raquíticos da turma era o herói e os defendia com toda garra.

Para aplacar esta sensação de ser o errado, no lugar errado, comia, comia e comia. Descontroladamente. Toneladas de chocolate e "baldes" de refrigerantes, enquanto assistia TV."Sentia que cada dia rompia mais fibras de minha derme, dando espaço às futuras suturas de estrias”, lembra.

"Meus pais tinham que trancafiar geladeiras, freezers, dispensas e as portas que davam acesso às partes internas da casa, mas eu conseguia pular as janelas”, conta-nos. Bem-humorado, completa: eu era praticamente um "Ninja da Pesada, não?".

A Virada

No dia 23 de janeiro de 2003, após preferir não acompanhar os pais à praia, pela vergonha de se expor, decidiu que sua vida iria mudar, ou seja, descobriu o super-homem que havia debaixo de todo aquele desajuste.

Matriculou-se no judô, hidroginástica e começou a caminhar, ingerindo apenas um pé de alface no almoço e outro no jantar. Ajustou sua dieta e acrescentou, paulatinamente, proteínas e carboidratos e já nos primeiros meses, emagreceu, em média, 12 quilos/mês."Sem nenhum medicamento, absolutamente nada", frisa. Sua droga é seu amor próprio.

Continua a praticar esportes, pedala sua amada bicicleta e controla a alimentação e,não satisfeito, conseguiu com o prestigiado cirurgião plástico de Araraquara, Dr. Márcio Arantes de Almeida, a operação plástica, sem custos, para a retirada de cerca de 10 quilos de pele excedente. Faltam a sala cirúrgica e o anestesista.

Uma matéria na revista “ Dieta Já”, em novembro do ano passado, repercutiu em 72 mil acessos na sua comunidade no Orkut intitulada: "Estou de Dieta". Foi entrevistado, este ano, pela TV Record, e obteve efeito semelhante.

São 155 quilos perdidos pelo “tanque alemão”, um verdadeiro "Panzerkampfwagen IV", ou, simplesmente, Panzer.

Um tanque alemão não mais pelo espaço físico que ocupa, mas um Panzer metafórico, pela força interior e pela determinação em não se desviar de seu alvo.

Rossi estuda Psicologia e vai se especializar em distúrbios alimentares.

E quem não é super-homem?

A obesidade é uma das doenças mais preocupantes no planeta, pelas suas incontáveis consequências negativas à qualidade de vida, e também pelo aumento do risco de morte. E quem já tentou emagrecer e não conseguiu? E quem não se sente forte como o “tanque alemão" para começar ou recomeçar?

Segundo a psicóloga clínica e professora de yoga Leila D’Ambrosio,de Araraquara, o caso vitorioso de Ricardo Rossi merece respeito e atenção, pois raros conseguem sozinhos chegar onde ele chegou.

Ela afirma que é comum nos seres, quando estão num extremo, obesidade e seus desdobramentos,tenderem para o outro extremo: anorexia.

Leila enfatiza que o obeso deve procurar ajuda habilitada, para não correr o risco de contrair outros distúrbios e comprometer ainda mais sua saúde integral:corpo e mente.

A psicóloga diz ser muito importante que todos compreendam como suas crenças e reações emocionais podem ter contribuído para o transtorno alimentar, além de, obviamente, passar por um check-up clínico."Infelizmente, não é comum as pessoas, por si próprias, administrarem seus recursos interiores, gerenciando-os para sua cura”, constata.

Para ela este caso, em especial, pode ser tomado como exemplo, desde que com muita responsabilidade e auto-conhecimento."Cada ser deve reconhecer quando precisa de ajuda", observa.

Há vários tipos de ajuda

nutricionistas

psicoterapeutas

atividades psicofísicas ( yoga, tai-chi, outros )

grupos de encontro: em Araraquara, temos a “ Companhia do Emagrecimento”, à rua Carvalho Filho ( rua zero ), nº 1797. Telefone: 16 3331-6223. Reuniões às quintas-feiras, a tarde e a noite.



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