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Mercado informal ainda é polêmica em Ribeirão Preto

Por: CRISTIAN ANSELMO PAIUTTA

26/09/2007

É fácil descobrir o número de vendedores ambulantes em Ribeirão Preto(SP), basta dar uma volta pelo centro da cidade e perceber o quanto significa o desemprego na cidade, uma vez que esse é o motivo que leva alguém a trabalhar com o comércio informal.

Lindomar Souza foi cobrador de uma empresa de ônibus da cidade por sete anos, ficou desempregado por um ano, quando os problemas financeiros sairam do controle.“Comecei a comprar passes de ônibus de pessoas que não usam por R$ 1,60 e os vendo por R$ 2,00, já que a passagem custa R$ 2,20, para o passageiro. É um lucro e comecei a ter o meu também. Hoje esses R$ 0,40 de diferença me rendem, em média, R$ 30,00 por dia.Mantenho o salário que tinha antes na empresa”,diz ele que trabalha, assim, desde janeiro deste ano.

Os vendedores que geram mais polêmica, são os camelôs com seus produtos de baixo preço, qualidade sempre duvidosa e vindos do Paraguai.“Eu não tenho outra forma de manter minha casa”, diz Maria do Carmo, que vende óculos escuros, desde que seu marido a deixou com seus quatro filhos, há dois anos. Ela chega todas as manhãs e só vai embora no fim do dia.

Carlos Eduardo, 28 anos, é deficiente físico e, por depender de cadeira de rodas, não conseguia arrumar um emprego.Começou a vender cartões telefônicos em frete a Catedral, para ajudar na renda da sua família.“Não tinha outra alternativa, já que tentei por várias vezes um box no no Camelódromo, no Centro Popular de Compras (CPC), mas nunca deu certo”.

Segundo a presidente da Associação dos Permissionários do Centro Popular de Compras,de Ribeirão Preto, Elvira de Lima Melo. "Ninguém, nem os deficientes, pode ficar ali. Eles vendem os mesmos produtos que a gente e nossos possíveis clientes não descem até aqui para fazer compras",afirma.

Segundo ela, a prefeitura prometeu instalar um terminal urbano de ônibus próximo ao CPC, o que aumentaria o fluxo de pessoas e melhoraria as vendas.

A assessoria da prefeitura diz que realmente existe um projeto de revitalização do centro em estudo e que isso incluiria a construção de um novo terminal na região. Entretanto, ainda não há previsão para o início das obras.

O presidente da Associação Comercial e Industrial(ACI) de Ribeirão Preto, Francisco Carlos Julio Pingera, afirma que: "Eles são vendedores ilegais e não pagam impostos, os camelôs afetam diretamente os trabalhos do comércio formal", disse. E que medidas serão tomadas, brevemente, em conjunto com a prefeitura.

Histórico

21 de Novembro de 2000

A Prefeitura de Ribeirão Preto inaugurou o CPC – Centro Popular de Compras, o camelódromo da cidade.

13 de Julho de 2001

Prefeitura de Ribeirão Preto estuda a regularização de 150 vendedores ambulantes que não tiveram os pedidos atendidos pelo departamento de fiscalização geral do município.

03 de Agosto de 2003

Camelôs voltam ao calçadão de Ribeirão Preto.

16 de Agosto de 2004

Polícia apreende 7.000 CDs piratas em Ribeirão Preto.

Fonte: Site Folha Online e Jornal "A Cidade" de Ribeirão Preto.



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