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Cirurgia pode ser a solução para tratamento da obesidade

Por: FABIANA DE PAULA

27/06/2007

A gastroplastia ou cirurgia bariátrica, popularmente conhecida como cirurgia de redução do estômago, representa para muitas pessoas que sofrem de obesidade mórbida uma alternativa de voltar à vida.

O que muitos desconhecem é que esse método considerado simples e rápido de emagrecimento exige disciplina e condena o paciente a restrições alimentares durante o resto de sua vida.

A cirurgia é indicada no caso de pessoas que apresentem o índice de massa corporal acima de 40(IMC, que é o peso dividido pela altura elevada ao quadrado), os chamados obesos mórbidos.

Essas pessoas não conseguem perder peso pelos métodos tradicionais e, devido ao excesso de gordura, apresentam complicações na saúde como a hipertensão arterial, diabetes tipo 2, pressão alta, apnéia e problemas nas articulações.

O método mais utilizado é chamado de Y de Roux, que utiliza um anel de contenção para a redução do estômago, conhecido como cirurgia de Capella. Este processo consiste na utilização de grampos cirúrgicos para a redução do estômago associada a um desvio gastro-intestinal que leva a uma relativa má absorção dos alimentos, com exclusão de 95% do estômago original.

Antes de realizar a cirurgia é indispensável um acompanhamento psicológico para a preparação do paciente. A dona-de-casa Cleusa Monteiro Gratieri, 51 anos, residente em Araraquara(SP), pesava 125 quilos e sofria de pressão alta e problemas respiratórios quando decidiu procurar um médico.Como se encaixava no perfil dos pacientes aptos a realizar a cirurgia, ela passou por 6 meses de tratamento com um psicólogo e uma nutricionista.

Além das complicações na saúde, Cleusa apresentava um quadro de depressão avançado. “Eu não tinha vida social. Não tinha vontade de sair de casa, de comprar roupas, não sentia prazer em mais nada.”

Hoje, um ano e meio após a cirurgia e 57 quilos mais magra, ela visita mensalmente um psicólogo e uma nutricionista para o acompanhamento que deve ser feito durante dois anos, segundo recomendações médicas.

Riscos

Entre os riscos que implicam o pós-operatório estão os casos de anemia, osteoporose e aumento no risco de desenvolver pedras na vesícula devido à perda rápida e substancial de peso. Algumas pessoas que se submeteram à cirurgia necessitam de outras operações para corrigir complicações como hérnia abdominal.

É o caso da comerciante Andréia Affonso da Silva, 33 anos, que também reside em Araraquara e após 10 anos de regimes mal sucedidos, optou pela cirurgia por razões estéticas.

Sete meses, depois, ela emagreceu 30 quilos e se prepara para a retirada de uma hérnia, mas ainda assim está feliz com os resultados obtidos até agora. “A cirurgia foi tranqüila e logo fui liberada pelo psicólogo devido à minha evolução. Faço exames a cada 3 meses e acompanhamento com a nutricionista.”

Para Andréia que consultou um psicólogo nos cinco meses que antecederam a cirurgia, as mudanças nos hábitos alimentares são facilmente superáveis se comparadas à satisfação proporcionada pela sua atual condição física. As restrições na alimentação são inúmeras. Muitos pacientes apresentam rejeição ao açúcar, o chamado efeito dumping, já que o estômago não consegue quebrar todas as suas enzimas e cai direto na rede sanguínea provocando mal estar.

Todos os alimentos devem ser ingeridos em pequenas quantidades e alguns precisam ser banidos definitivamente da dieta de acordo com cada pessoa.

Em muitos casos, devido à idade e a falta de elasticidade natural da pele, são necessárias cirurgias plásticas para a retirada de tecido, recomendada após a estabilização do peso.

É importante ressaltar que a cirurgia de redução de estômago deve ser encarada como a última opção no combate à obesidade já que envolve inúmeros riscos e condena o paciente a uma vida de restrições e constantes cuidados com a saúde.

Existem relatos de pessoas que trocaram uma compulsão por outra e se tornaram alcoólatras ou viciadas em jogo. Algumas voltam a engordar ao longo dos anos porque não perderam o hábito de comer exageradamente e o estômago mesmo operado tem a capacidade de ampliar o que demonstra que um bom acompanhamento psicológico e uma disciplina rígida são fatores indispensáveis para os candidatos à cirurgia bariátrica.

Segundo o médico Ronaldo Fernando Dias, especialista em cirurgia de obesidade, há 7 anos, a escolha de um paciente para a realização da gastroplastia vai além do cálculo do IMC e envolve diversos aspectos, principalmente relacionados ao pós-operatório.

“O acompanhamento multidisciplinar com o cirurgião e um nutricionista é indispensável já que muitos pacientes sofrem um processo de desnutrição”.

O cirurgião afirma que a condição financeira do paciente deve ser considerada. “As complicações que o pós-operatório podem acarretar, a longo prazo, exigem a requisição de exames e a ingestão de medicamentos de alto custo e isso influencia na decisão antes de recomendar a cirurgia",diz.



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