Ageuniara

Especialista destaca importância para o tratamento de Alzheimer

Por: CRISTIAN ANSELMO PAIUTTA

23/05/2007

Alzheimer é uma doença progressiva que destrói as células do cérebro e provoca demência gradual e morte.As causas desse mal ainda são desconhecidas e estima-se que 8% da população, acima de 65 anos, tenha a doença.No Brasil são mais de 600 mil portadores.Depois das doenças cardiovasculares e do câncer, Alzheimer é a terceira maior causa de morte nos países desenvolvidos

A doença de Alzheimer é uma doença que afeta inicialmente a memória, o raciocínio e a comunicação das pessoas. Pequenos esquecimentos, normalmente aceitos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, são sintomas que se agravam gradualmente.Os pacientes tornam-se confusos e, por vezes, agressivos. Além disso, passam a apresentar alteração da personalidade, com distúrbios de conduta e terminam por não conhecer os próprios familiares e até a si mesmo quando colocado na frente de um espelho.

Segundo o especialista em Alzheimer, Francisco de Assis Carvalho do Vale,de Ribeirão Preto(SP), o tratamento é importante para desacelerar a piora progressiva e garantir qualidade de vida ao doente.

“É preciso investir em medidas paliativas, a primeira delas é a família procurar um médico para orientar o tratamento. Além do especialista, outros recursos podem ser utilizados como a terapia ocupacional, a fisioterapia e a fonoaudiologia”, explica.

Até hoje, Alzheimer continua sendo uma síndrome de causa desconhecida e incurável, mas, nos últimos anos as perspectivas em relação à doença têm sido abordadas com certo otimismo, tendo em vista as possibilidades de a ciência retardar os sintomas da enfermidade, sem falar que a medicina começa a detectar os sinais da doença décadas antes dela surgir.

As pesquisas genéticas deixam claro que, se a pessoa possui alguns genes defeituosos, e se poderá ter a doença de Alzheimer no futuro, com modernas técnicas, já se vislumbra a possibilidade de saber se a pessoa pode ou não adoecer, a partir dos 20 anos de idade.

"À medida que a doença evolui, os portadores tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, começam a apresentar dificuldades de locomoção, a comunicação se inviabiliza e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares do cotidiano, como alimentação e higiene pessoal", diz o médico.

A principal vítima da doença é a família. Dúvidas e incertezas com o futuro, a grande responsabilidade, a inversão de papéis, em que filhos passam a se encarregar dos cuidados dos pais, são as principais preocupações dos familiares. “Os familiares acabam tendo uma carga física e emocional muito grande, fazendo com que, muitas vezes, sejam eles que vêm a adoecer”, finaliza o Dr. Francisco de Assis.



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