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Aumento da violência em São Carlos não assusta autoridades

Por: ANDREA VERGAMINI DE CASTRO

25/05/2007

São Carlos teve, em abril, dez homicídios relacionados ao tráfico de drogas. Apesar desse número de mortes em um curto período de tempo, a Polícia Militar divulgou que, no ano de 2006, houve queda significativa na criminalidade.

“Adolescente é acusada de tentar matar a própria irmã a facadas”, “Homem é encontrado com os olhos perfurados e com o órgão genital arrancado”, “Mulher é detida com crack”, “Pedreiros encontram homem morto em obra”, “Décimo homicídio do ano na cidade de São Carlos”. Estas notícias, publicadas pelos jornais de São Carlos, dão a medida do quanto a violência preocupa os moradores da cidade.

Segundo dados fornecidos pela Polícia Militar, no entanto, esses crimes não devem preocupar os moradores de São Carlos porque, na análise dos números, a criminalidade vem caindo. No ano de 2001, foram 11 homicídios (um por 10 mil habitantes); em 2006 o número caiu para 7,5 homicídios por 10 mil habitantes. Os roubos caíram de 497 para 302.

Segundo o comandante da 1ª Companhia do 38º Batalhão de Policia Militar de São Carlos, capitão Samir Gardini, os resultados o deixam satisfeito. “Esse bom trabalho é reflexo de uma tropa aplicada e bem preparada”, comentou.

Com relação aos crimes deste ano, todos, segundo a Polícia MIlitar, tem relação com o tráfico de drogas. Para o combate desse tipo de crime, a Força Tática e a Rocam realizam diversas apreensões, principalmente na Zona Sul da cidade. Em 2005 foram 103 flagrantes de tráfico contra 143 em 2006. “Este é o principal responsável pela quantidade de homicídios no começo deste ano e a nossa grande preocupação”, diz Gardini.

Outro fator de grande importância é o número de suicídios ocorridos no município, uma situação típica de países desenvolvidos. No ano passado, foram 15 casos, superando de longe o número de homicídios. Somente nos dois primeiros meses de 2007, houve registro de mais seis suicídios. Antes, o número não passava de sete por ano. A prefeitura, em parceria com a UFSCar, estudará as razões desse aumento.

De acordo com a assessoria da Prefeitura de São Carlos, “uma de nossas principais medidas de segurança foi melhorar a iluminação da cidade. Instalamos cerca de quatro mil novos pontos de iluminação, o que dificulta que traficantes e prostitutas fiquem em cantos escuros espalhados pela cidade”.

A doméstica Maria Lúcia dos Santos Guilherme, 43 anos, moradora da Cidade Aracy, opinou que a instalação de luzes na cidade não ajuda em nada: “No meu bairro, que é periferia, a prefeitura faz descaso. Os postes alternam entre aceso e apagado e não há a iluminação que eles dizem. E lá temos muitos problemas, principalmente com o tráfico”. Já Meyze Regina de Castro, 46 anos, dona de casa e moradora do Centro, diz que “é tudo bem iluminado e é bem difícil ter casos de violência, mas na verdade essa iluminação teria que ser mais reforçada em bairros da periferia”.

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