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Sensores que indicam o amadurecimento de frutas poderá ajudar agricultores

Por: WILSON LUIZ AIELLO

18/10/2006

Para evitar perdas nas plantações e na pós-colheita, pesquisadores da Embrapa de São Carlos estão desenvolvendo um equipamento que poderá ajudar agricultores a acompanhar com maior precisão o amadurecimento das frutas.

O sensor é feito de materiais simples como plástico, eletrodo a base de grafite e polímero condutor, que colhe as informações como gases e aromas das frutas, detectando alterações físicas e químicas. Os sensores, acoplados às frutas no campo, são ligados a um programa de computador, onde, através de gráficos indicam em qual fase de amadurecimento o alimento se encontra. Assim o produtor poderá colher o fruto na época certa.

De acordo com Paulo Sérgio de Paula Júnior, pesquisador da Embrapa, o agricultor também vai poder acompanhar esse processo durante o armazenamento. O sistema seria instalado em toda a área do galpão onde as frutas são colocadas, tudo sem danificar o produto. ”O equipamento analisa a fruta pelo cheiro, assim ele é capaz de mostrar o tempo exato de amadurecimento da fruta”.

A fazenda Taperão, em Brotas, produz 2 milhões de quilos de banana e 100 mil toneladas de goiaba anualmente. Hoje a avaliação para retirar as frutas dos pés é feita apenas visualmente. Para Amilton Carvalho Júnior, gerente de produção da fazenda, mesmo com tanta experiência no ramo, não há como não ter perdas por causa do rápido amadurecimento. Na banana as perdas chegam a 3 % e na goiaba a 8%. “O preço dos produtos já não é muito bom, e o pouco que nós perdemos já traz prejuízos; por isso um equipamento como este vai nos ajudar muito”.

Segundo assessoria da Embrapa, o Estado de São Paulo é o maior produtor de banana do país — 16,4% do total produzido no Brasil. Só no ano passado foram colhidas 1,1 milhão de frutas; desse total 10% não são aproveitadas.

Por enquanto o equipamento está sendo avaliado. Os estudos estão sendo realizados apenas em bananas, mas para o pesquisador, outras frutas que amadurecem rapidamente vão ser testadas até o ano que vêm. Ainda segundo Paulo, a intenção é fazer com que a placa do sensor seja descartável e tenha um custo acessível ao produtor, podendo chegar ao mercado daqui a dois anos.

“O produtor vai ter um melhor aproveitamento das frutas; ele e o consumidor vão sair ganhando, sem perdas e uma fruta de maior qualidade.”

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