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Especialista alerta para perigo do colesterol em crianças

Por: MARIA CECILIA GAMBA ILHO SENHORAES

29/09/2006

A vida sedentária, as dietas gordurosas e a obesidade estão fazendo com que doenças típicas de adultos comecem a afetar crianças e adolescentes. Entre eles esta o colesterol alto, uma ameaça à saúde do coração.

Os parâmetros utilizados nas crianças são os mesmos aplicados nos adultos, o ideal é ter até 200 quilogramas de colesterol por decilitro de sangue.

“O colesterol alto é diagnosticado através de exames laboratoriais, onde se pede o colesterol total indicando o colesterol bom ou ruim”, diz o médico pediatra de Boa Esperança do Sul(SP), Arnaldo K. Ikegami Neto.

Segundo ele, o acúmulo de gordura no sangue das crianças é conseqüência direta da enorme mudança de hábitos ocorrida em todos os níveis sociais.

Uma das mais drásticas aconteceu na dieta. Em dez anos, o arroz, o feijão e a salada praticamente desapareceram do prato das crianças brasileiras. Foram substituídos pelos sanduíches, como o hamburguer e batata frita, por exemplo."A correria do dia-a-dia faz com que as crianças deixem de fazer uma refeição saudável para consumir alimentos gordurosos nos famosos fast-food” , afirma Arnaldo Neto.

Com isso, a alimentação ganhou um excesso de gorduras saturadas e de proteínas, o que aumenta as taxas de colesterol.

Em decorrência do corre-corre cotidiano, fazer uma refeição deixou de ser um ato controlado pelos pais para transformar-se, na maioria das vezes, numa atividade solitária diante da televisão ou da tela de um computador.

"No que se refere a má alimentação da criança, boa parte da responsabilidade é dos pais, mas também existem as mudanças culturais.Os pais deveriam dedicar mais tempo a criança, tentando orientá-las sobre a importância de uma refeição saudável", diz o pediatra.

Ainda, de acordo como ele, o sedentarismo contribui para o aumento de colesterol. Estima-se que apenas um terço das crianças pratiquem mais de meia hora diária de atividades físicas moderadas. Elas deixam de brincar ao ar livre para ficar na frente da televisão ou do computador.

“É essencial que haja uma mudança radical nos hábitos de nossas crianças e adolescentes, afinal o colesterol pode vir agregado a diversas doenças como: problemas cardiovasculares, hipertensão e até o infarto”, afirma Arnaldo Neto.

Tratamento

O tratamento para o controle do colesterol alto em crianças é mais saudável do que o dos adultos."Afinal o tratamento é feito em função da alimentação e dos hábitos do cotidiano, sem o uso de medicamentos”, diz.

S.L. de 9 anos conta não ter sofrido muito para abandonar as frituras e bolachas quando recebeu, em 2004, o diagnóstico de colesterol alto.“No começo não foi fácil, mas depois acabei me acostumando a comer saladas e não imensos pratos de batata frita",comenta.

O colesterol alto pode ser genético, em alguns casos, portanto pediatras preconizam que crianças com parentes de primeiro grau que tiveram doenças coronarianas antes dos 55 anos de idade devem começar a prevenção e o controle desse mal a partir dos dois anos de idade.



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