202101190955

mostrar mensagem ]

Comunicados Oficiais - UNIARA (COVID-19)

Em virtude da pandemia global de COVID-19, as atividades da Universidade de Araraquara - Uniara sofreram alterações.

Clique aqui e confira todos os comunicados oficiais da Instituição.

ocultar ]

UNIARA

Ageuniara

Equipamento desenvolvido pela Embrapa pode evitar danos ao meio ambiente

Por: PEDRO LUIZ SANTANA

21/09/2006

O pesquisador da Embrapa Instrumentação Agropecuária de São Carlos, Prof. José Roberto Garbin, desenvolveu um foto-reator que pode diminuir a contaminação do meio ambiente por resíduos de agrotóxicos.

O protótipo é resultado de três anos de pesquisas. O produto fez parte da tese de doutorado do professor que é formado em física. O equipamento é uma câmara de formato cilíndrico, feita com aço inox e alumínio, com meio metro de altura e seis polegadas de diâmetro, com capacidade para 100 litros de água.

Dentro dele existem três lâmpadas ultravioleta colocadas de maneira que a luz seja distribuída da forma mais uniforme possível.

Usando a técnica da fotoquímica, a água contaminada é bombeada para o interior do cilindo, onde entra em contato com a radiação ultravioleta, que tem energia suficiente para quebrar as ligações químicas das moléculas dos pesticidas. As quebras sucessivas transformam os resíduos em moléculas de gás carbônico e água.

Além disso, foi colocado um produto químico que atua como foto-catalisador, que acelera o processo de degradação, já que ataca as moléculas que a luz não consegue destruir.

“Nós tivemos uma eficiência de 70 até 95% de destruição desses resíduos. Os resíduos que sobram não são mais tóxicos, como eram no início do processo. A luz tem uma energia tão intensa que destrói as moléculas da nossa pele da mesma maneira que destrói as moléculas dos pesticidas”, ensina Garbin.

A radiação tem pouca penetração na água e é necessária uma grande intensidade luminosa para o tratamento eficiente. Por isso não é possível utilizar a técnica para tratamento de águas que abastecem as cidades, por exemplo.

De acordo com o pesquisador, o foto-reator pode ser um bom negócio para empresas de exportação de frutas, que necessitam fazer lavagem do produto antes de despachar para o exterior. Essa água de lavagem sempre fica contaminada com resíduos dos pesticidas das frutas e é um risco para o meio ambiente.

Segundo Garbin, o equipamento despertou o interesse das empresas de pulverização aérea que precisam lavar os tanques, mas depois não sabem o que fazer com os resíduos. Também pode ser usado para destinação correta do líquido que sai das roupas dos trabalhadores rurais e dos produtos agrícolas lavados.

Por enquanto o equipamento está sendo utilizado em beneficio do laboratório da Embrapa, eliminando alguns resíduos químicos. O investimento no desenvolvimento do protótipo está em torno de R$ 50 mil, mas o pesquisador acredita que o valor tenha sido superior. A previsão é que até o fim deste ano o equipamento já esteja no mercado e a estimativa de preço de venda é de R$ 15 mil.

Uma unidade do foto-reator pode ter vida útil de até oito mil horas, pois depende da duração das lâmpadas.

Destaques:

Reportagens recentes:

Todas as reportagens

Reproduzir o conteúdo do site da Uniara é permitido, contanto que seja citada a fonte. Se você tiver problemas para visualizar ou encontrar informações, entre em contato conosco.
Uniara - Universidade de Araraquara / Rua Carlos Gomes, 1338, Centro / Araraquara-SP / CEP 14801-340 / 16 3301.7100 (Geral) / 0800 55 65 88 (Vestibular)
N /ageuniara/

Saiba o que fazemos com os dados pessoais que coletamos e como protegemos suas informações. Utilizamos cookies essenciais e analíticos de acordo com a nossa política de privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.

ENTENDI