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Campanha do Ministério da Saúde incentiva o parto normal

Por: ANA CAROLINA DE ALMEIDA ZANCHIM

19/06/2006

Incentivar o parto normal entre as mulheres e diminuir o número de cesáreas realizadas no país é o objetivo do Ministério da Saúde na campanha nacional pelo parto humanizado. O trabalho de conscientização é voltado principalmente para as mulheres grávidas e profissionais de serviços de saúde das redes públicas e hospitais particulares que atendem gestantes e fazem partos. A medida faz parte das ações de melhoria da qualidade de atendimento de mulheres no Sistema Único de Saúde (SUS).

Em São Carlos, no ano passado, os partos normais realizados pelo SUS somaram 825 contra 909 cesáreas, numa proporção de 47,48% contra 52,42%. Nos demais convênios foram realizados 107 partos normais e 1.038 cesáreas, numa proporção de 9,35% de partos normais contra 90,65% de cesarianas.Neste ano, de janeiro a abril, os números são os seguintes: normal/SUS, 218 e cesáreas, 310. Já pelos demais convênios: 108 normais e 299 cesáreas.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a relação entre cesárease partos normais seja de no máximo 15%, o que faz do Brasil um recordista em partos cirúrgicos. Para a gineco-obstetra Carla Andreucci Polido, membro do Programa de Saúde da Mulher de São Carlos, várias ações do Ministério contribuem para a escolha pelo parto normal, mas na Maternidade de São Carlos uma delas já está implantada desde abril deste ano: a medida que permite a presença de acompanhante durante o trabalho de parto para a gestante do SUS.

De acordo com Carla Polido, no parto normal ou vaginal a recuperação da paciente é excelente. Ela sai da sala de parto andando, se quiser, e mesmo sob efeito da anestesia, não tem nenhuma limitação física. Já na cesárea, há o corte de sete camadas numa região em que limita muito a atividade física pós-parto, dificultando o processo de cuidar do recém-nascido, como levantar várias vezes para dar banho e trocar o bebê.

Fora isso, as complicações pós-operatórias são maiores na cesárea, e as taxas de sangramento e hemorragia durante e após o parto são maiores. A chance de a mulher perder um útero por causa de um parto normal é 10 vezes menor do que na cesariana.

A estudante Érika Porto optou pelo parto normal porque “apesar de doer um pouco não teve complicações e nem precisa de recuperação pós-cirurgia”. Já a estudante Tamires Rogante de Oliveira optou pela cesariana por problemas de saúde. “Eu quebrei minha bacia e, em função dos pinos que tive que colocar, não poderia fazer esforço físico, mas não doeu absolutamente nada, foi tudo muito tranqüilo”.

O Ministério da Saúde pretende distribuir às mulheres grávidas, tanto na rede pública de saúde quanto nos consultórios, 90 mil cartazes e 3 milhões de panfletos com informações sobre os benefícios que o parto normal proporciona às mulheres.

Foi lançada também a Agenda da Mulher, que será distribuída em todo o país para a população feminina com mais de 10 anos de idade. Nela constam informações sobre os cuidados com a saúde, que vai contar ainda com o espaço sobre o registro de dados sobre assistência médica. A agenda é de graça e pode ser retirada nas unidades de saúde. Na Agenda da Mulher irão constar informações acerca de cuidados com a saúde e serão registrados dados da assistência integral prestada à saúde de sua portadora.

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