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UFSCar desenvolve papel sintético através da reciclagem de plástico

Por: ROZANA MARIA GABAN

23/05/2006

O Departamento de Engenharia de Materiais da UFSCar desenvolve um papel sintético produzido a partir de resíduos plásticos. Este é o resultado da pesquisa “Processo de obtenção de papel sintético de misturas de poliésteres com poliolefinas”, da pesquisadora Sati Manrich e do pós-graduando Rodrigo Fabiano Ravazi.

Atualmente existe no mercado papel sintético produzido com matéria virgem e específica para este fim. A grande vantagem do produto desenvolvido na UFSCar é que a matéria prima utilizada é formada pela mistura de resíduos plásticos diferentes, como garrafas PET, garrafas de água, potes de alimentos e embalagens de materiais de limpeza.

Com propriedades mecânicas semelhantes às do papel de celulose, o papel sintético apresenta algumas diferenças: é mais denso; é produzido em uma única camada, o que torna o processo mais simples; é ambientalmente correto, pois reduz o uso de celulose e incentiva a reciclagem de plásticos; e não absorve umidade. Essa última característica torna ideal o seu uso em outdoor, banner, etiquetas e rótulos de produtos que têm contato com água ou umidade.

Quanto a complexidade e tipo de instalações necessárias para produção do papel em larga escala, de acordo com a pesquisadora, havendo o resíduo plástico recuperado por meio de processo convencional (existem várias recicladoras no Brasil), as instalações para a produção de papel sintético são as mesmas usadas na produção de filmes plásticos multicamadas para obtenção de embalagens.

O papel de plástico também é considerado reciclável, baseado em pesquisas e desenvolvimentos tecnológicos sobre compostos plásticos. Porém, ainda não foi feito estudo específico das formulações desenvolvidas por estes pesquisadores.

Por enquanto não existem estudos específicos de custo sobre a produção deste material, mas técnicos de empresas que fabricam papel sintético com matéria prima virgem confirmam a grande economia ao utilizar plástico reciclado.

O projeto está em fase final do processo de patente, porém ainda não está no mercado. Registrada a patente, a UFSCar disponibilizará a tecnologia para interessados em produzir o papel sintético ecológico.

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