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Associação ajuda pessoas com aids em São Carlos

Por: ANDRÉ LUIS DOS SANTOS

26/04/2006

A Associação às Pessoas Vivendo com HIV/AIDS de São Carlos (EAPA), é a única instituição da cidade e região que atende pessoas soropositivas em situação econômica precária.

Tem como objetivo proporcionar um atendimento qualificado, além de assistência adequada com tratamento digno aos portadores da doença.

Fundada há mais de dez anos, a Associação funcionou provisoriamente em um prédio cedido pela Santa Casa de São Carlos(SP) e, no ano 2000, conseguiu estabelecer-se em prédio próprio, construído através de doações e alguns auxílios.

Com a ajuda destas parcerias conseguidas, a entidade contribuiu hoje para a ampliação do trabalho em pról da população atendida.

Com o trabalho desenvolvido na EAPA, a mesma ganhou reconhecimento social e hoje atende pacientes de toda região de São Carlos como Descalvado, Dourado, Ibaté, Porto Ferreira e Ribeirão Bonito.

A partir da parceria com a Coordenação Municipal DST/AIDS, através do Centro de Especialidades de São Carlos é que são encaminhados alguns dos pacientes, alguns já em estado avançado da doença, e que encontram na EAPA hospedagem temporária ou permanente (que varia da necessidade de cada paciente), alimentação, serviço de enfermagem 24h por dia, serviços como psicologia, terapia ocupacional e tratamento médico e dentário.

Quando a pessoa soropositiva é hospedada na Associação, não sabe ao certo quanto tempo levará sua estadia na casa. O tempo de duração é tempo necessário para o paciente apresentar melhoras significativas e mostrar que saindo dali poderá levar uma vida como a de uma pessoa de saúde normal, seja trabalhando, estudando ou mesmo estando perto da família.

A Associação tem capacidade para abrigar em suas dependências dezoito pacientes, hoje porém está abrigando quinze pacientes. Com a proposta que é levada, a instituição conta com verbas da prefeitura e sobrevive de doações e contribuições diversas.

Na entidade, entre os casos mais complicados são os de pessoas que estão internadas na casa e não aceitam ajuda da EAPA. Algumas vezes vão embora, porém depois de um tempo voltam e pedem ajuda estando sem apoio e em estado agravado da doença.

Janaína Moretti, trabalha na instituição há mais de dois anos, começou como voluntária e hoje é responsável por toda parte burocrática da associação.

Segundo ela, ao longo destes dez anos de existência da Associação,já passaram mais de oitenta pacientes pela casa, tanto pacientes que tiveram histórias tristes quanto os que tiveram em sua história um grande êxito.

Para ela, são várias as barreiras enfrentadas por uma pessoa soropositiva.Entre as mais difíceis, ela define ser o preconceito diante da doença e também a maneira como muitas famílias tratam um ente quando descobrem que o mesmo esta infectado pela doença.

Outra grande barreira é o período de abstinência, já que todos os pacientes contraíram o vírus através das drogas, relações sexuais ou conseqüências do álcool.

Janaína ressalta ainda, que o paciente chega na casa sem nenhuma perspectiva de vida, porém recebe todo apoio e suporte, como inclusão e reintegração familiar, social e profissional, tratamento psicológico e de terapia ocupacional e lazer.

A rotina dos moradores da casa, é como a de uma casa comum, alguns pacientes lavam suas próprias roupas e desenvolvem algum tipo de trabalho como o artesanato e o bordado. “Oferecemos de tudo para que o paciente ocupe a cabeça e trabalhe em cima de sua auto estima”, ressalta Janaina.

Já Elisabeth de Mello Castro, uma das enfermeiras da entidade, conta que não existe diferença entre exercer seu trabalho como enfermeira entre pessoas soropositivas e pacientes não infectados pelo vírus, porém o que encontra nos pacientes infectados pelo vírus, é uma carência imensa de carinho, paciência e compreensão. “A discriminação das pessoas diante de uma pessoa infectada ainda é uma de nossas maiores barreiras, precisamos ter mais consciência sobre isso” diz ela.

Tanto Janaina quanto Elisabeth, afirmam que a gratificação que sentem podendo ajudar tais pessoas, não tem preço e exercem com orgulho e muito gosto suas profissões.

Além das duas profissionais, a entidade possui um quadro de funcionários constituído por um presidente - que é voluntário da associação, uma enfermeira padrão e sete auxiliares de enfermagem - que cuidam dos pacientes, são responsáveis pelo banho e o tratamento de remédios retroverais que é o chamado Coquetel, ao qual os pacientes precisam tomar, duas psicólogas - que auxiliam no tratamento mental de cada um e uma Terapeuta Ocupacional, que visa trabalhar com a auto estima de cada paciente.

Para a Associação,além de doações, é importante as pessoas que possam ser voluntárias na casa ajudando no que puderem, seja numa visita ou na precisão de um transporte, pois o que realmente é necessário, é levar um pouco de vida aos pacientes e ter a consciência de que mesmo infectadas, as pessoas soropositivas têm dignidade.

A Associação está localizada na Av. Paulo VI, nº 1216 – Jardim Monte Carlo – São Carlos - SP. Pode ser contatada através do telefone (16) 3375-6494 ou pelo e-mail: eapa.saocarlos@ig.com.br



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