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Pesquisa aponta que adolescentes começam a beber por volta dos 12 anos

Por: DANILO VALTER CIVOLANI

07/03/2006

Resultados preliminares de duas pesquisas realizadas pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), revelam números que apontam elevado consumo de álcool entre jovens estudantes. O levantamento foi realizado nas cidades de São José do Rio Preto e Araraquara, importantes pólos universitários do interior paulista, apurando-se hábitos de mais de 2,5 mil alunos. O dado que chama a atenção é a idade em que muitos entram em contato com bebidas alcoólicas: 12 anos.

A coordenadora da pesquisa, professora da Faculdade de Ciências e Letras (FCL), Ângela Viana Fernandes, entrevistou 1.307 alunos dos ensinos fundamental e médio de instituições públicas e particulares, dos quais 14% admitiram se embriagar pelo menos uma vez por mês.

Além disso, sob o efeito da bebida, 30,5% afirmaram ter se envolvido em brigas, 14% faltaram à aula no dia seguinte e 9,5% dirigiram carro sem estar em condições adequadas.

A pesquisa ainda revela que o álcool é a droga preferida entre os adolescentes em Araraquara e região. Mais de 60% dos entrevistados experimentaram algum tipo de bebida alcoólica, enquanto 49,6% tiveram contato com o tabaco. Já 21% disseram entrar em contato com drogas ilícitas como a maconha e cocaína.

Toda a equipe que elaborou e produziu a pesquisa afirma que a veiculação de propagandas na mídia e a legislação branda sobre a comercialização de bebidas alcoólicas são os dois fatores que mais favorecem o consumo entre os jovens.

A dona de casa Arcília Rosani, de Matão, acha que é muito importante a participação ativa dos pais na vida desses jovens. "Nós, pais e responsáveis, temos de ter uma parcela de responsabilidade também em conduzir estes primeiros passos na adolescência. Uma família bem estruturada, educação de qualidade e o suporte em casa impedem que nossos jovens caiam nessas drogas, acabando com o futuro da nossa juventude”, afirma.

Ela já sentiu na pele, juntamente com toda a família, o problema do álcool na adolescência. Um de seus sobrinhos aos 11 anos já freqüentava bares e festas, consumia álcool excessivamente e sempre acabava no hospital tentando se recuperar. Aos 17 anos acabou internado em uma clínica de recuperação de dependentes químicos e alcoólicos, onde permaneceu durante um ano.

“Hoje graças ao apoio principalmente da família ele esta em finalização da recuperação, esta bem”, diz a tia do garoto.

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