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Matão amplia coleta seletiva de lixo para reciclagem

Por: RAFAEL FERREIRA PERAZZOLLI

14/03/2006

Desde setembro de 2005, existe em Matão a coleta seletiva de lixo. Um convênio entre Prefeitura e a Cooperasolmat deu início ao trabalho, que hoje ocupa vinte cooperados e está sendo ampliado.

A coleta seletiva é uma antiga reivindicação da cooperativa. A presidente da Cooperasolmat, Sirley Aparecida Mascarenha, conta que em 2004 houve uma indicação pedindo a implantação da coleta na cidade, mas o sistema não foi implantado.

Já em 2005, a diretora de Meio Ambiente da Prefeitura de Matão, Maria Bellintani Ourique de Carvalho, fez um novo pedido, que acabou sendo aceito.

A cooperativa existe há quase sete anos e, para a presidente, o acordo só foi assinado depois de tanto tempo porque o Poder Público percebeu que podia confiar no trabalho da Cooperasolmat. “Foi uma conquista ao longo do tempo”, afirmou Sirley.

Atualmente, são atendidos pela coleta seletiva de lixo os bairros Santa Rosa, Cohab Santa Rosa, Vila Mariani, Nova Matão, Bairro Alto, Vivelândia, BNH e Park Imperador. Nesses bairros, os cooperados passam regularmente nas casas participantes e recolhem o lixo separado. A cooperativa também conta com um caminhão, que facilita o transporte do lixo recolhido.

A ampliação da coleta gera novos empregos dentro da Cooperativa, aumentando também a margem de lucros. Atualmente, vinte pessoas trabalham na cooperativa, mas Sirley explica que existem outros coletores que também recolhem o material.

A cidade de Matão produz aproximadamente 1.400 toneladas de resíduos sólidos urbanos por mês, cerca de 46 toneladas por dia, com média de 600 gramas por habitante a cada dia.

A Cooperasolmat recolhe 95% do lixo reciclável das empresas de Matão, seguindo um cronograma: segundas e terças-feiras os cooperados passam nos bairros, e entre quarta e sexta-feira, eles recolhem o lixo nas empresas.

Os cooperados usam uniforme e o caminhão irradia um som específico para que os moradores saibam que eles estão passando.

Para doar o material, não é necessário separar por tipo. A presidente afirma que todo o material reciclável pode ser colocado em um saquinho só, pois a Cooperativa possui pessoas treinadas para separá-los. Sirley explica que eles recolhem todo o tipo de reciclagem, e em qualquer quantidade.

A Cooperativa vende o material recolhido, após separá-lo. Parte do dinheiro arrecadado cobre os custos operacionais e o restante é dividido entre os cooperados, que chegam a tirar de R$ 300 a R$400 por mês.

A catadora Olga Galiani, de 75 anos, consegue ajudar a família com o material reciclado. “Isso é muito importante para minha família. É um dinheiro abençoado e eu também estou ajudando o mundo”, acredita Olga.

Hoje, a Cooperasolmat consegue recolher entre 60 e 90 toneladas de material reciclável por mês, que é vendido a um terceiro. Cerca de 30 toneladas são recolhidas nas residências e o restante vem das empresas.

A Câmara Municipal aprovou lei que autoriza a município a assinar convênio com a Cooperasolmat, visando ampliar a coleta seletiva. A Cooperasolmat tem a responsabilidade de coletar todos os resíduos recicláveis e comercializá-los, assumindo as despesas geradas com a contratação de pessoal. Já a Prefeitura tem o dever de fornecer combustível, óleo hidráulico para os equipamentos pertencentes à cooperativa, luvas, coletes de identificação e cuidar da manutenção dos veículos, desde que essas despesas não ultrapassem mil reais por mês.

Os resíduos domiciliares e comerciais não recicláveis são destinados ao aterro sanitário. “ Percebe-se que na maioria dos municípios, a preocupação está direcionada apenas à destinação final do lixo, deixando de lado outros aspectos que podem representar um grande potencial a ser explorado em vários sentidos, dentro de uma perspectiva ambientalmente sustentável”, lembra a diretora de Meio Ambiente, Maria Bellintani Ourique de Carvalho. De seu lado, a presidente da cooperativa, Sirley, pede mais de colaboração, pois além de ajudar na preservação do meio ambiente, o trabalho da coleta seletiva gera empregos para famílias que necessitam de ajuda.

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