Ageuniara

Ronda noturna tenta prevenir doenças sexualmente transmissíveis

Por: ROGER TIAGO DE FREITAS MENDES

29/11/2005

A Ong RNP + Sol, Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS – Núcleo Araraquara / SP, desenvolve o Projeto Sol, que visa abordar profissionais do sexo e orientá-los como se prevenir das DST - doenças sexualmente transmissíveis.

O trabalho, desenvolvido por cinco voluntários, é realizado todas as sextas-feiras das 22h30 às 2h, aproximadamente. O grupo percorre ruas, avenidas, casas de prostituição e zona do meretrício, aborda homossexuais masculinos e femininas, prostitutas e bissexuais.

São orientados sobre prevenção das DST/HIV, hepatite, como usar corretamente os preservativos e, quando necessário, encaminhados para atendimento médico, teste anti-HIV e DST e, inclusive, para tratamento. Recebem preservativos e gel espermicida em sachê ou tubo.

Segundo Alberto Carlos A. de Souza, integrante do grupo que realiza o trabalho, a faixa etária das pessoas abordadas é de 18 a 40 anos, sem restrições de classes sociais. “Quando abordamos alguém, a reação é de espanto, incredulidade, até que adquiram confiança. Depois, se sentem importantes, valorizados, pois a maioria geralmente se sente excluída socialmente, por motivos de não serem aceitos na família, no círculo de amizade, empresas e outros locais de convivência social”.

Para o voluntário Izaias A. da Silva, levar a todos as informações sobre prevenção, auto-estima e os verdadeiros valores da vida, bem como colaborar para que haja o mínimo de contaminação possível de HIV, DST, hepatite, são os objetivos do grupo.

O presidente da Ong e também responsável pelo Projeto Sol, Alberto Carlos A. de Souza disse que “para melhorar o projeto é necessário o apoio total da Prefeitura Municipal e também das polícias Militar e Civil”.

Para uma garota de programa que não quis se identificar, o trabalho realizado pelo grupo ajudou-a muito e continua ajudando. “Estou grávida de sete meses, mesmo assim continuo trabalhando, até mais do que antes, pois os homens que estão acostumados a pagar por um programa, têm me disputado. Eles falam que o fato de transar comigo grávida dá a eles uma sensação diferente, gostam mais. E os voluntários do grupo tem me aconselhado, me orientado, acompanhado ao médico, feito tudo que está ao alcance deles”.

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