Ageuniara

Religiões comemoram Natal de forma diferente

Por: LIVIA RODRIGUES

14/12/2005

Em São Carlos(SP), como em todo país, a maioria da população é católica e comemora o Natal no dia 25 de dezembro. Grande parte das pessoas participam da ceia natalina, comem peru, trocam presentes e fazem a tradicional brincadeira do amigo-secreto. Mas nem todos os moradores da cidade têm a mesma religião e as mesmas tradições.

A reportagem da Ageuniara entrevistou várias pessoas de religiões diferentes, que nos relatou como comemoram o Natal.

Para Júlio ZuKerman Schtector, líder religioso da comunidade judaica de São Carlos, os judeus têm no Chanukah a festa mais importante dessa religião que significa festa das luzes.

De acordo com Schtector, no Chanukah é comemorada a libertação do templo de Jerusalém das mãos dos Romanos, que haviam o transformado num ginásio.

Depois de recuperado o templo foi reconsagrado e foi aceso um candelabro de sete braços. O óleo necessário para acender o candelabro só era suficiente para um dia, mas por um milagre ele durou oito dias. Então, no início do mês de dezembro,os judeus comemoram durante oito dias essa festa.

“Os mulçumanos não comemoram o Natal, mas reconhecem a existência de Jesus Cristo”, afirma Jasser Hussein seguidor da religião, nascido na Palestina e que atualmente reside em São Carlos.

Segundo Jasser uma data muito importante para eles é a Páscoa, ou Eid como é chamada pelos mulçumanos. Durante trinta dias é feito jejum do nascer ao pôr-do-sol e no 31º dia é realizada uma grande festa.

De acordo com Hussein, esse ano o jejum teve início no dia 15 de outubro e encerrou no dia 14 de novembro.

Já os espíritas, seguidores da doutrina de Allan Kardec, comemoram o Natal da mesma maneira que os católicos. Existe uma reunião familiar, onde todos trocam presentes e relembram o nascimento de Jesus. Essa doutrina Kardecista segue o Evangelho cristão.

“Jesus Cristo foi o maior espírito, o mais iluminado e o mais evoluído que veio para a Terra. Ele veio até nós para mostrar o caminho de luz, o Evangelho e despertar todos os corações para o amor universal e para a benção da caridade”, afirma Leontina Rodrigues, que há cerca de trinta anos segue a doutrina.

Já para Maria Alice de Araújo Ferreira, diretora da Comunidade Evangélica Missionária, que é praticante da religião há 55 anos, a data é utilizada para lembrar o nascimento de Jesus, mas ela não festeja com ceia ou realiza troca de presentes. “Orientamos a comunidade sobre o real sentido do Natal e não proibimos as pessoas de fazerem festas, mas deixamos claro que não é ideal”, relata Maria Alice.



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