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Grupo de miniaturistas faz exposições depois de 30 anos de trabalho

Por: LUCIANE TEZZEI PEREIRA CISNEROS

21/09/2005

A intenção é divulgar a arte em miniatura. Um grupo de 14 miniaturistas de Ribeirão Preto vem mostrando seu trabalho, desenvolvido durante trinta anos, através de exposições que recriam cenários de fatos e épocas em miniatura.

A técnica de miniaturizar é praticada pelo grupo de Ribeirão Preto no Brasil há mais de 30 anos. Mas apenas em 2005 foi realizada a exposição dos ambientes criados seguindo tendências e técnicas diversas, tendo como referência o talento individual de cada artista.

“Essa amostra nasceu de um sonho, do desejo de mostrar ao mundo o talento, a criatividade e a capacidade dos miniaturistas. Nossa proposta é tratar esses eventos como um marco para o miniaturismo brasileiro”, relatou Jussara Teixeira, expositora e organizadora de uma exposição realizada no início do mês em Jaboticabal.

Na exposição, o público pôde ver, em diferentes técnicas de confecção, a evolução da própria civilização, os usos e costumes do dia a dia de povos e regiões do mundo.

Para maior precisão, as peças são construídas na escala de 1 para 12, a proporção adequada para cada ambiente. Os materiais utilizados variam de acordo com o ambiente. “Nós usamos isopor, marcenaria, porcelana, modelagem... Depende do que o ambiente pede”, explica Jussara Teixeira.

Os miniaturistas pesquisam em livros, filmes e quadros o ambiente que querem reproduzir, para que todas as peças sejam feitas de acordo com a época. Por exemplo, em um ambiente colonial todas as peças têm que ser do período, para que as pessoas possam se sentir dentro do ambiente, com as mesmas características.

Ao fazer a peça os miniaturistas falam que saem desse mundo e dominam e criam as suas fantasias. “É uma sensação única ao fazermos esses ambientes. Nós conseguimos brincar fazendo esse trabalho”, explicou Jussara. Normalmente o tempo dedicado à criação de um ambiente varia de seis meses a um ano. Jussara Teixeira conta que o seu primeiro trabalho, “A Loja de enxovais”, ela não vende e não empresta, pois sente dificuldade de se afastar da obra. Os expositores trabalham com o emocional, tentando levar os visitantes para o ambiente, onde muitas vezes as pessoas reconhecem as peças e se sentem voltandoao passado.

Jaboticabal, interior de São Paulo, foi a segunda cidade do Brasil a receber a exposição. O evento aconteceu do dia 23 de agosto a 4 de setembro no shopping da cidade. A amostra contou com 30 artistas miniaturistas, que vieram de Brasília e de cidades paulistas, exibindo 54 ambientes.

“É impossível visitar apenas uma vez. Ao ver os ambientes eu pude reconhecer peças que havia na casa dos meus avós. Quando as pessoas falam da exposição elas não conseguem narrar o que sentem, é só presenciando e vendo para saber”, contou Leandro Augusto Cathólico, visitante da exposição em Jaboticabal.

A exposição recebeu cerca de cinco mil visitantes. Os artistas ofereceram um curso gratuíto aos visitantes num pequeno ateliê onde é ensinado o básico do miniaturismo. Algumas peças da exposição estiveram em Miami, Estados Unidos, numa Exposição Mundial.

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