Ageuniara

Relator do desarmamento lança campanha em Araraquara

Por: ALVARO TANIGUTI

12/08/2005

O deputado federal Luís Eduardo Greenhalgh (PT/SP) visitou Araraquara (SP), no dia 8 de agosto a convite dos vereadores Éverson Inforsato (PT) e Edna Martins (PT), para o lançamento do Comitê Municipal do Desarmamento.

O parlamentar defende, no referendo marcado para 23 de outubro, a proibição do comércio de armas de fogo e munição no Brasil.

O decreto legislativo 1274/04 da Câmara dos Deputados prevê que o eleitorado deverá responder “sim” ou “não” à pergunta: “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?”.

Antes de participar da cerimônia na Biblioteca Municipal Mário de Andrade, Greenhalgh concedeu entrevista coletiva na sede de Prefeitura, onde explicou os pontos-de-vista defendidos na campanha do desarmamento.

O relator do projeto afirmou que aproximadamente 300 mil armas foram entregues pela população na primeira fase da campanha, 110 mil em São Paulo. Cada artefato corresponde a uma indenização cujo valor varia de R$100,00 a R$300,00.

Neste sentido, exemplificou que no Paraná o número de homicídios foi reduzido em 20% e em São Paulo a queda foi de 18,5%. Os números são das Secretarias de Segurança Pública dos Estados e se referem ao ano de 2004.

A campanha pelo “sim” ou “não” começa dia 23 de setembro com horário gratuito nas emissoras de rádio e televisão. Greenhalgh enfatizou que o texto do decreto foi considerado padrão pela Organização das Nações Unidas (ONU) para que outros países que tenham a mesma iniciativa possam se espelhar no texto brasileiro.

Ele ressaltou que a participação dos prefeitos em todo o país é fundamental para que a opinião pública discuta a questão.

Para o prefeito Edinho Silva (PT), “temas atuais como o crime organizado devem sensibilizar a população para um amplo debate”. Ele ressaltou a campanha local em que 2 mil armas de brinquedo foram recolhidas e destruídas na semana passada.

O presidente da Câmara Municipal, vereador Ronaldo Napeloso (PPS), diz “ter acolhido prontamente a iniciativa”, e fez questão de acrescentar que “somente desarmar é complicado, a proibição da venda tem que vir junto”.

Nas ruas, os eleitores ouvidos deixam claro a posição. A advogada Míriam Evangelista é contra a venda de armas no país. “As armas só servem àqueles que são habilitados e possuem preparação para o uso, como as Polícias e as Forças Armadas”.

O comerciante Valdemar Mangerona, 43 anos, declara ser contra às armas. “As fronteiras devem estar permanentemente vigiadas para se coibir o contrabando”, acrescenta. Já o aposentado José Evangelista da Silva, 74 anos, prefere apontar responsáveis. “Existem somente promessas. O que está acontecendo no Rio de Janeiro e em São Paulo é falta de autoridade”.



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