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Pesquisador de São Carlos recebe prêmio no Japão

Por: JULIANA FRANCO

21/06/2005

No dia 18 de abril, o professor Victor Carlos Pandolfelli, docente do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), recebeu da Technical Association of Refractories of Japan (Associação Técnica de Refratários do Japão – TARJ) o prêmio Wakabayashi. A entrega do prêmio ocorreu na abertura do Congresso Japonês de Refratários.

O professor coordena o Grupo de Engenharia de Microestrutura de Materiais (GEMM), que foi criado em 1990, e tem como objetivo geral de realizar o projeto e avaliação de microestruturas de materiais refratários.

Pela primeira vez, em 22 anos, o prêmio foi entregue a um pesquisador estrangeiro. Foi concedido após uma avaliação feita nas publicações da área, durante todo o ano passado.

Em 2004, foram 24 publicações feitas por um conjunto de pesquisadores e alunos da universidade, e Pandolfelli, foi premiado por ser o coordenador do grupo, que apresentou artigos que foram avaliados como sendo as melhores contribuições técnicas e científicas na área de materiais de siderurgia.

O objetivo das publicações era apresentar ciência e tecnologia. Por um lado às pesquisas que contribuíram com o crescimento do conhecimento, e por outro lado complementar, que também ajudaram a promover a tecnologia.

Segundo Pandofelli, o prêmio reconhece uma linha de trabalho que a universidade e o grupo já estão investindo há muito tempo, junto com os parceiros industriais, através de pesquisas que tenham aplicação tecnológica.

Ele acredita que o prêmio proporciona benefícios à UFSCar e aos alunos, pois para participar não há inscrições. As pessoas do comitê é que avaliam as publicações feitas em diversos países e chega a conclusão de quais são as melhores contribuições.

“Na verdade foi uma surpresa muito positiva, já que o premio é dado desde 1983 para os trabalhos que mais se destacam na área de materiais para siderurgia, e durantee esses 22 anos nunca um pesquisador de fora da colônia japonesa conseguiu”, comenta satisfeito o professor.

Pandolfelli diz que o primeiro aspecto positivo da premiação foi mostrar que as decisões do grupo estão corretas e que não existe nenhum conflito maior entre fazer ciência e tecnologia, já que são dependentes uma da outra. “Na verdade a ciência por ela só muitas vezes desvia da aplicação, e a aplicação muitas vezes torna a pessoa muito direcionada a solucionar problemas e não a entender como os problemas podem ser solucionados, utilizando a ciência.”, relata.

Além disso, saber que o grupo está entre os melhores do mundo, segundo um dos concursos abertos sobre materiais siderúrgicos mais conceituados no mundo, sem pré-inscrição, para o professor é uma motivação maior para continuar os projetos. Ele revela que o trabalho não se estende apenas ao nacional, mas também está sendo avaliado e aprovado no exterior.

De acordo com o professor, este é o quarto prêmio internacional que o grupo recebe nos últimos quatro anos, e todos eles são muito importantes. “Todos os prêmios são bem vindos, principalmente em uma situação inusitada, quando, em 22 anos, o prêmio nunca foi entregue para pessoas de fora do Japão”, conta Pandolfelli.

Na opinião dos pesquisadores, o Japão é o portador da tecnologia siderúrgica mais desenvolvida do mundo, e a indústria de materiais se encontra no mais alto lugar de destaque, o que valoriza ainda mais os projetos.

Para este ano, o grupo tem um projeto de conservação de energia, muito importante para o futuro.Através de pesquisas, está tentando fabricar materiais que tenham capacidade de ter isolamento térmico a alta temperatura. O objetivo é evitar a perda de energia e fazer com que o custo do produto seja diminuído.



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