Ageuniara

Cuidados ao contratar vigilante autônomo evitam problemas

Por: ALVARO TANIGUTI

31/03/2005

A insegurança e o medo cada vez maiores obrigam a população buscar alternativas para se proteger da criminalidade.

Empresas especializadas oferecem sistemas de segurança que vão dos mais simples aos mais sofisticados, como o monitoramento de residências via satélite e apoio de viaturas.

A sensação de que as máquinas não bastam para proteger o patrimônio leva alguns moradores a contratar serviços de vigilância noturna. O valor cobrado varia, conforme o que a pessoa se dispõe a pagar.

Nos bairros considerados nobres, chega-se a pagar R$50,00, ao passo que em algumas repúblicas universitárias a mensalidade é de R$10,00.

O vigilante autônomo Rogério Severino Barbosa, 27 anos e há quatro na profissão, afirma que possui um cadastro na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Araraquara (SP), que regulamenta a atividade.

Um problema apontado pelo profissional é a atuação de clandestinos na área. “Por conta deles a imagem dos vigilantes sérios é maculada”, diz.

Outro fator que Rogério faz questão de ressaltar é que a população não deve se restringir em pagar pelo serviço, mas contribuir para sua própria segurança.

"As pessoas que notam a presença de suspeitos nos arredores da residência não devem entrar ou sair, mas avisar-nos pelo telefone. Se os moradores viajarem, o procedimento é o mesmo". E acrescenta: "Outra noite surpreendi um suspeito de furtar uma bicicleta e chamei a Polícia, que o prendeu".

A comerciante Karina Carmen de Oliveira utiliza os serviços de guarda-noturno e ilustra que “quando precisou, ligou e o vigilante apareceu rapidamente”, mas ressalta sua preocupação quanto ao grande número de quarteirões em que um profissional circula.

O delegado responsável pelo cadastramento dos vigilantes, Jesus Nazaré Romão, apresenta algumas orientações para que o morador interessado em contratar o serviço faça um bom contrato. “A primeira pergunta que deve ser respondida é: quem é a pessoa que será contratada? Ele passou nas exigências feitas pela DIG para exercer o serviço? Seu cadastro está atualizado?”.

Para isso, o vigilante possui uma carteira expedida pela Delegacia, com validade de um ano. Os interessados em exercer a profissão devem ser alfabetizados, não possuir antecedentes criminais, roteiro de trabalho e o número de contratantes do serviço.

Romão diferencia o serviço autônomo daquele prestado por empresas constituídas. “No caso da pessoa jurídica prestar o serviço de segurança, o registro é feito pela Polícia Federal. Nossa equipe organizou os autônomos, que são convocados em reuniões periódicas para discussão de problemas, reclamações e denúncias sobre vigilantes clandestinos”.

Ao mesmo tempo, as reuniões servem para apontar as queixas da população quanto ao serviço prestado por algum guarda noturno.

O delegado afirma que a mais comum é que o profissional não vigia nada. "Se ocorre um crime e ele é questionado, nada sabe. Nossa função é orientá-lo a exercer seu papel, e não apenas receber o dinheiro", explica.

Quanto à sensação de segurança, o delegado acredita que o papel do vigia é de afastar suspeitos na iminência de um crime com uso do apito ou buzina, mas não é garantia que o delito não vá ocorrer.

"O efeito é psicológico, pois acredita-se que pagando, o morador está tranqüilo. A pessoa deve estar atenta ao que acontece ao seu redor e acionar o guarda se for necessário", ressalta.



Destaques:

Reportagens recentes:

Todas as reportagens

Reproduzir o conteúdo do site da Uniara é permitido, contanto que seja citada a fonte. Se você tiver problemas para visualizar ou encontrar informações, entre em contato conosco.
Uniara - Universidade de Araraquara / Rua Carlos Gomes, 1338, Centro / Araraquara-SP / CEP 14801-340 / 16 3301.7100 (Geral) / 0800 55 65 88 (Vestibular)
N /ageuniara/