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Programa distribui 35 mil camisinhas por mês em Araraquara

Por: HELIENE GEORGIA FIGUEIREDO

18/03/2005

O projeto de distribuição gratuita de preservativos do Ministério da Saúde tem mostrado resultados. Em Araraquara são compradas pelo município cerca de 35 mil preservativos masculinos mensalmente e, além das repassadas pela DIR, foram compradas pela primeira vez 1500 camisinhas femininas. O número pode ser aumentado conforme a utilização e aceitação da população.

A distribuição é feita pela Secretaria Municipal de Saúde. Os preservativos variam de cor, sabor e até tamanho, na tentativa de incentivar a população a se proteger. Encontram-se até mesmo preservativos menores para adolescentes de 12 a 13 anos. Porém, estes não são de grande aceitação entre os adolescentes por questão de vaidade, mesmo sendo mais adequados.

Geralmente, são distribuídas de 10 a 15 camisinhas masculinas para cada interessado. Grandes quantidades são requisitadas por Universidades, ONGs, emissoras de rádio e escolas públicas, quando realizam campanhas de incentivo ao uso de preservativos para evitar as doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez indesejada.

As camisinhas são repassadas pela Secretaria Municipal de Saúde regularmente para todas as unidades básicas de saúde, PSFs, SESA (Serviço Especial de Saúde), ONGs (RNP+SOL E GASPA) e para o Centro de Referência ao Jovem e ao Adolescente.

No Centro de Referência ao Jovem e Adolescente de Araraquara encontra-se à disposição da população, além de preservativos, funcionários capacitados para orientar sobre sexualidade, auto-estima, afetividade, tirar dúvidas e até atendimento por telefone. No local existe uma caixinha com camisinhas masculinas que podem ser retiradas discretamente por quem prefira não solicitá-las a algum funcionário. A caixinha é muito visitada tanto por jovens quanto por pais.

Segundo a médica Regina Barbiere, diretora do Departamento Municipal de Saúde e coordenadora do Programa DST-AIDS do município, a maior preocupação é que a maioria dos jovens usa camisinha apenas até aproximadamente três meses de namoro, depois se julgam numa relação estável e abandonam a prevenção.

A camisinha feminina está sendo difundida só agora na sociedade. Mesmo sendo mais segura que a masculina, encontra bastante resistência por parte das mulheres. Por ser de maior custo, ela é especialmente destinada a um grupo específico de mulheres, considerado de risco. Esse grupo abrange mulheres com média de 25 a 35 anos que não têm segurança em relação a seus parceiros e sofrem pressões sexuais. Também fazem parte desse grupo as profissionais do sexo.

“Estamos passando com a camisinha feminina por um período de educação”, definiu a coordenadora do Centro de Referência Ao Jovem e ao Adolescente, Sônia Gabam, que disponibilizou um e-mail, para onde os jovens podem enviar suas dúvidas e sugestões, que serão respondidas por profissionais (craipaisa@ig.com.br)

Vários jovens entrevistados dizem ter conhecimento da distribuição gratuita de preservativos, mas alegam não procurar por vergonha, preferindo comprar em farmácias onde, segundo eles, seria menos constrangedor. A exceção foram as barraquinhas de carnaval, onde recebiam o preservativo sem muito contato com quem o distribuia.

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