Ageuniara

Calcário agrícola aumenta dióxido de carbono na atmosfera

Por: EDGAR SANTA ROSA ESTEVES

06/11/2004

Em palestra proferida, no dia 04 de outubro, no Sindicato Rural de Araraquara(SP), o professor doutor Gaspar Henrique Korndörfer, afirmou que o calcário convencional, utilizado na Agricultura, é um dos responsáveis pelo aumento de dióxido de carbono na atmosfera.

Autor de inúmeros trabalhos científicos, publicados no Brasil e no exterior, Dr. Korndörfer, atualmente professor da disciplina de "Pedologia: estudo dos solos", na Universidade Federal de Uberlândia (MG), é um entusiasta da utilização de silício na Agricultura.

Segundo ele, o silício proporciona resultados superiores quando comparado com o calcário. "As jazidas de calcário são, potencialmente, os locais com maior possibilidade de produzir dióxido de carbono no mundo", ensina.

O calcário aplicado na Agricultura, reage com o solo e produz como subproduto o gás carbônico (CO2).

O professor não soube quantificar o total de gás carbônico produzido por tonelada de calcário aplicado ao solo. Para ele, esse fato, é um motivo a mais para substituir o calcário por produtos a base de silicato.

"O calcário é uma exploração mineral e, portanto, prejudicial à natureza como qualquer exploração que exija movimentação de solo e subsolo", afirma. Os produtos silicatados, ao contrário, não são frutos de exploração mineral, são subprodutos das Siderúrgicas.

O silício não é considerado, pela legislação brasileira, como nutriente essencial para as plantas. Segundo o professor, será implementada uma reformulação, na legislação, para contemplar o silício como nutriente.

Há muito tempo, esse elemento químico é utilizado no Japão, principalmente no cultivo de arroz. "O silício é utilizado no Japão há 40 anos. Somente agora, há 10 anos, iniciamos as pesquisas no Brasil, com resultados positivos", afirma Korndörfer.

Pesquisadores renomados comprovaram que no Brasil e em outros países, o silício confere à planta aumento de resistência à pragas e doenças.

O professor ensina que o silício estimula a formação de fitoalexinas no interior da planta. Comparativamente essas substâncias, são como os glóbulos brancos nos animais, os "soldados" de defesa da planta.

Dermeval da Fonseca Nevoeiro Netto, proprietário da "Calcário Bonança", empresa localizada em Peuna (SP), não sabia que a utilização de calcário provoca a formação de dióxido de carbono.

"Do ponto de vista da reação química pura e simplesmente, parece que tudo bem, mas acredito que a quantidade de dióxido que se forma, deva ser muito pequena", pondera Netto.

Para ele, os produtos silicatados, por serem resíduos industriais contém muitos metais pesados, como estanho, níquel e cromo

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