202101240724

mostrar mensagem ]

Comunicados Oficiais - UNIARA (COVID-19)

Em virtude da pandemia global de COVID-19, as atividades da Universidade de Araraquara - Uniara sofreram alterações.

Clique aqui e confira todos os comunicados oficiais da Instituição.

ocultar ]

UNIARA

Ageuniara

Cortadores de cana estão satisfeitos em Novo Horizonte

Por: ANA PAULA ROSA

22/10/2004

Cortadores de cana, estão satisfeitos com o trabalho na região de Novo Horizonte (SP).Para o suprimento da mão-de-obra necessária, para o corte da cana, utilizado pelas Usinas, há 20 anos, trabalhadores do nordeste, passaram a residir temporária ou permanentemente na cidade e arredores.

De acordo com fatos ocorridos, existem irregularidades no cumprimento das leis trabalhistas do setor sucro-alcooleiro no Estado de São Paulo, ocorrendo evidências quanto à possibilidade de trabalho escravo no corte da cana.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Novo Horizonte, este tipo de infração, não ocorre nas Usinas da cidade.

Cerca de mil trabalhadores, vindos do Estado da Paraíba, das cidades de Tavares, Jurú , Princesa Isabel e de Triunfo, do Estado de Pernambuco, atendem ao corte da cana das Usinas São José da Estiva S/A e Santa Isabel Ltda.

Segundo Egídio Garcia Úbeda, do setor de recursos humanos da Usina Santa Isabel, estes trabalhadores são contratados porque a região se dispõe de mão-de-obra escassa para atender às necessidades originadas pelo aumento da produção.

De acordo com Fioravante Mazzo, diretor presidente do Sindicato local, na região, o piso salarial não é dos piores e a cidade é bem vista pelos cortadores de cana, como também o Sindicato. "Assim, eles se habituaram e gostam daqui e, na falta de empreiteiros, eles mesmos fretam o ônibus e vêm para cá", diz.

Segundo o Sindicato, o contrato sazonal estabelecido com as Usinas, garante o piso salarial de R$ 369,00 mensal, sendo este valor , equivalente à diária. Este salário é alterado, quando o trabalhador opta por relacionar o preço da cana cortada com o peso da mesma , na qual a tonelada varia em torno de R$2,23 a R$2,35.

De acordo com o documento "Acordo Coletivo de Trabalho" estabelecido entre o Sindicato e a empresa "Walter de Biasi, fornecedora da cana para a Usina São José da Estiva, existem cláusulas de incentivos à produtividade.

Entre elas, pode ser citada a claúsula 6ª,que determina que os trabalhadores que cortarem a média mensal de R$7,00 a R$14,00 ou mais toneladas por dia, terão direito ao ticket alimentação nos valores de R$41,00 à R$82,00 ao mês".

"Em Novo Horizonte, estas duas Usinas respeitam muito o trabalhador. São corretos neste aspecto. Graças a Deus, aqui não acontece trabalho escravo, pois existem os acordos coletivos", afirma Mazzo.

Mazzo, elogia a assistência prestada aos trabalhadores, pois, segundo ele, é fornecido gratuitamente serviço odontológico, consultas médicas, farmácia, cabeleireiro, departamento jurídico, terapêutico, atestados médicos e outros benefícios.

"No período entre 21 de agosto de 2003 a 27 de setembro de 2004, foram prestadas 18.984 assistências, correspondendo a uma média diária de 71,9 assistências e, no dia 14 de outubro, foram atendidos 129 trabalhadores", informa.

O recuso para este atendimento provém de uma taxa de 2% que é descontado sobre o salário do trabalhador e das empresas que empregam. O Sindicato afirma que nunca precisou da ajuda da prefeitura, ou do governo do Estado ou Federal.

Diferente das negociações sucedidas em Novo Horizonte (SP), casos suspeitos de trabalho escravo, segundo o jornal Folha de São Paulo de 19 de julho de 2004 , ocorreram em março deste ano, em Catanduva (SP), localizada a 50 Km de Novo Horizonte (SP), na qual um ônibus chegou de Pernambuco (SP) com 30 trabalhadores cujos passes, estavam à venda pelo motorista no valor de R$150,00.

A matéria informa ainda a existência de 66 alojamentos no meio de canaviais abrigando 15 mil migrantes em cidades dormitórios, como Novais(SP), Catiguá(SP) e Santa Adélia(SP), todas próximas à Catanduva.

Mazzo afirma que o Sindicato, criou um círculo de amizade, numa confiança adquirida mútua. "Eu confio na empresa e ela confia em mim", afirma.

Para ele "este pessoal que vem para nossa região, não cria problemas para as empresas, e afirmam que aqui o salário é melhor. Quando querem terminar a safra, já vão embora. E se fica algo a desejar, eles preferem ir embora. Não perdem tempo, pois ficam ansiosos para voltar para suas famílias",completa.

Nos anos 90 foi criado o Fórum contra a Violência no Campo e juntamente com mudanças na legislação pelo Ministério do Trabalho, por meio da medida provisória de 23 de outubro de 2002, passou a ser um veículo forte de denúncia do problema que atinge não somente a região de Novo Horizonte, mas várias regiões do país.



Destaques:

Reportagens recentes:

Todas as reportagens

Reproduzir o conteúdo do site da Uniara é permitido, contanto que seja citada a fonte. Se você tiver problemas para visualizar ou encontrar informações, entre em contato conosco.
Uniara - Universidade de Araraquara / Rua Carlos Gomes, 1338, Centro / Araraquara-SP / CEP 14801-340 / 16 3301.7100 (Geral) / 0800 55 65 88 (Vestibular)
N /ageuniara/

Saiba o que fazemos com os dados pessoais que coletamos e como protegemos suas informações. Utilizamos cookies essenciais e analíticos de acordo com a nossa política de privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.

ENTENDI