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Pesquisadores desenvolvem pele artificial

Por: ANTONIO APARECIDO CORREA BUENO

07/10/2004

Uma equipe de 25 pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos(SP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara(SP) desenvolve um curativo para reduzir o tempo e o custo do tratamento de queimaduras. O curativo produzido por bactérias pode ajudar na regeneração de peles com queimaduras.

De acordo com os pesquisadores, esta bactéria é formada por um microrganismo encontrado principalmente nas frutas em decomposição.

Ela utiliza moléculas de glicose presentes na celulose e fabrica um tipo de teia que serve de proteção contra os predadores.

A forma como a bactéria organiza as moléculas de glicose faz desta teia um material ultra-resistente. Depois de purificadas, secas e compactadas, essas microfibras transformam-se em finas películas de celulose, com potencial para uso na área médica.

Na avaliação do cirurgião plástico Lecy Marcondes Cabral, a película de celulose pode ser usada em queimaduras de segundo e terceiro grau e em outros procedimentos médicos das áreas de cardiologia, neurologia e odontologia.

"Em casos de perda de pele tanto por trauma mecânico ou por úlceras crônicas, o curativo de pele artificial é colocado sobre a lesão. O produto aumenta a regeneração das fibras e é eliminado naturalmente pelo organismo” diz o cirurgião.

O médico afirma ainda que o curativo reduz o tempo de tratamento, além de diminuir ou mesmo eliminar a dor nos pacientes.

De acordo com o pesquisador Edison Pecoraro, outra vantagem da pele artificial, é o custo do tratamento de queimados, que segundo ele cai em até quarenta por cento em relação aos métodos tradicionais.

Dados do Ministério da Saúde mostram que em 2003 no Estado de São Paulo foram gastos R$ 3.182.000,00 em tratamentos de queimados. Em 2004, até o mês de junho, foram gastos R$ 1.900.000,00.

Os pesquisadores estudam agora outras aplicações para o material. Já são apontadas mais de quinhentas formas para o uso, uma delas é no colete a prova de balas.

Segundo o coordenador da pesquisa, Bernhard Mokross, neste segmento, a empresa Bionext produtos biotecnológicos de São Paulo, já fez testes de balística que comprovaram a alta resistência do produto.

Mokross destaca ainda que o novo produto é bem mais leve que o material usado atualmente para esta finalidade.

Os pesquisadores esperam agora autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária(ANVISA), para vender o produto. A intenção é que o novo curativo esteja no mercado no próximo ano.



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