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Rotávirus ataca 160 pessoas em Taquaritinga

Por: ALAN JONAS SCHNEIDER

24/09/2004

A Santa Casa de Taquaritinga(SP) registrou, em agosto, 926 internações. Destas, 160 foram de pacientes que apresentaram sintomas como vômitos, febre e diarréia líquida constante.

O causador desses incômodos se chama rotavírus, encontrado em grande quantidade nas fezes de pacientes infectados. Propaga-se por meio das micropartículas que ficam nas mãos, água, alimentos ou objetos contaminados e pelas vias respiratórias. Como tratamento, os médicos recomendam repouso e ingestão de muito líquido para evitar a desidratação.

Considerado uma das causas mais comuns de diarréia grave na infância, o rotavírus é responsável por cerca de 20% dos óbitos por doenças diarréicas e de 5% do total de óbitos entre crianças menores de 5 anos.

Segundo o gastroenterologista Claus de Lima Vasquez, o aparecimento do vírus em Taquaritinga surpreendeu a Santa Casa e deixou em alerta o sistema de saúde municipal.

"O hospital ficou lotado. As condições do ar ajudaram no desenvolvimento da infecção e os números cresceram", explica.

Desde maio, as internações não passavam de 800, o que confirma o mês de agosto como o período de maior incidência nos casos do rotavírus.

Na planilha final de cada mês do hospital ainda não estavam computados os números de casos registrados em setembro.

O médico esclarece que as internações são necessárias quando o paciente apresenta um grau elevado de desidratação. "Se a pessoa estiver com muita fraqueza, é preciso o cuidado médico e a ingestão de soro e líquidos".

No Brasil, os primeiros casos do vírus foram descobertos em 1976, mas ainda é necessária a realização de estudos complementares e específicos sobre seu real impacto no País.

Descoberto em 1973 por Bishop et al, o rotavírus recebeu esse nome por ser de formato circular.

O período de incubação da doença varia de um a três dias. Mesmo sendo mais comum em crianças menores de cinco anos, o rotavírus também pode atingir adultos, principalmente mães, funcionários de berçários e creches, e profissionais da saúde.

Esse vírus vem sendo considerado, em todo o mundo, o principal responsável por surtos de diarréia em creches, pré-escolas e enfermarias pediátricas.

De acordo com Vasquez, algumas pessoas que apresentam os sintomas do rotavírus não sabem como se cuidar. "A automedicação é péssima e o uso de antibióticos nesses casos é contra-indicado", afirma.

Mãos sujas, alimentos e objetos contaminados são as principais formas de se contrair o rotavírus. Por isso, a higiene é fundamental para a prevenção.

No caso dos profissionais de berçários e de enfermarias pediátricas, esse procedimento deve ser realizado sempre após a troca de fralda das crianças.

Deve haver desinfecção de frutas e verduras, devendo-se utilizar a medida de uma colher de sopa de hipoclorito de sódio em um litro de água e deixar em imersão por 30 minutos. O hipoclorito de sódio é obtido gratuitamente nos postos do Sistema Único de Saúde (SUS).



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