Ageuniara

Guariba registra altos índices de violência

Por: FABIO DA SILVA ADAO

21/09/2004

Em Guariba (SP), os índices de violência são expressivos. Até junho de 2004, foram registrados sete homicídios, 288 furtos, 31 roubos, quatro furtos de veículos e quatro roubos de veículos.

Em comparação com o mesmo período de 2003, constata-se um aumento: no primeiro semestre desse ano houve apenas um homicídio, 239 furtos, três furtos de veículos, um roubo de veículo e a única exceção: 32 roubos, um a mais que em 2004.

Os bairros mais violentos são os periféricos como o Jardim Monte Alegre, Cohab 1 e o Bairro Alto. No centro da cidade, região de comércio, as maiores ocorrências são de roubo e furtos de objetos, enquanto que na periferia, onde se concentra a população com menor poder aquisitivo e com menos acessos aos serviços básicos como saúde, educação e outros, registram-se os crimes mais graves.

Boa parte da população é composta por retirantes nordestinos, que no período da safra da cana-de-açúcar mudam-se para a cidade, em busca de melhores condições de vida.

A cana-de-açúcar é que movimenta a economia local que tem ao seu redor quatro usinas, responsáveis pela quase totalidade dos empregos.

A cidade, que conta com aproximadamente 33 mil habitantes, vê esse número subir para quase 37 mil quando começa a safra e, com isso, o número de ocorrências policiais aumentam, principalmente o tráfico de entorpecentes, causa da maioria dos homicídios.

De acordo com o 2º sargento, Edson Luís Lopes Viana, a criminalidade em Guariba está associada ao desemprego, pois nem todos que mudam para a cidade conseguem colocação nas usinas e, por isso, ficam perambulando pelas ruas e passam a roubar, furtar e até traficar entorpecentes.

Por outro lado, muitos jovens tornam-se vítimas da migração nordestina, cuja mão-de-obra não é qualificada e, por isso, é barata. Ficam desempregados e tornam-se presas fáceis para os traficantes que os aliciam.

Segundo Lopes, todo ano é feito um balanço das ocorrências e é estipulada uma meta, cujo objetivo é segui-la a risca. "Com isso procuramos diminuir a violência mas a população tem que nos ajudar, denunciando mais".

Para o policiamento, a cidade conta com quatro viaturas, um tenente, um sargento e vinte e sete policiais, muitos deles de outros municípios.

Ainda segundo Viana, se levar em consideração o tamanho da cidade, o numero de homicídios não é alto. O que é alto é o número de furtos e roubos que, em 2003, foram de 502 e 74, respectivamente, enquanto que o número de homicídios foi de apenas três e o de furtos e roubos de veículos foi de apenas sete.



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