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Trabalhos de conscientização diminuem gravidez precoce

Por: PATRICIA MENEZES FERREIRA POMBO

10/09/2004

A gravidez precoce e a falta de estrutura familiar são problemas cada vez mais comuns que normalmente estão associados à população mais carente. As entidades assistenciais surgiram com a finalidade de ajudar essas famílias.

A Casa Mater é uma das 18 entidades de Araraquara(SP) que assiste 60 mães com doações de leite através do programa “Viva Leite”, do governo do Estado, leite especial, roupas, utensílios domésticos e alguns mantimentos. A entidade é a única da cidade a doar leite especial para crianças até 8 anos.

“Nós temos atendido muitas mães jovens, com 14 e 15 anos. O objetivo é dar apoio à mãe jovem para que ela não abandone seu filho”, diz Matilde Julien Ferraz, presidente da Casa Mater e Secretária Executiva da Fundação das Instituições Sociais de Araraquara(FISA).

Matilde conta que geralmente as mães mais jovens,ao contrário das mais velhas, não têm muita responsabilidade, não participam das reuniões mensais, não buscam o leite e não contam seus problemas particulares, as dificuldades que enfrentam.

A entidade dispõe de uma brinquedoteca, onde 3 ou 4 crianças brincam com suas mães ou separadamente. Os voluntários da Casa Mater analisam o comportamento da mãe e da criança, se a criança é agressiva ou como a mãe se comporta na educação do filho, por exemplo.

Segundo a Secretária Municipal de Saúde, Eliana Honain, das 1935 crianças nascidas no período de janeiro a julho deste ano, 25 são de mães menores de 15 anos e 215 crianças são de mães entre 16 a 19 anos, o que representa a taxa de 12% de gravidez precoce.

“É uma taxa pequena se comparada com a do ano passado, que ficou em 20%. A média estadual é 25%. Isso significa que nós estamos colhendo os frutos, pois estamos fazendo trabalhos de conscientização nas escolas, orientando os adolescentes”. A Secretária da Saúde explica que a gravidez até os 19 anos é considerada precoce, já que a idade adulta é atingida aos 20 anos.

“Minha vida mudou. Antes do bebê eu estudava, trabalhava, saia para me divertir, agora é casa, marido e filhos”, diz Beatriz de Oliveira, de 24 anos, casada, tem uma filha de 4 anos e é assistida pela Casa Mater.

Cíntia Cavalcanti, 16 anos, tem dois filhos, um de dois meses e outro de 1 ano e 3 meses. Sueli Cristina Rodrigues Coleta, 23 anos, tem três filhos, o mais velho tem 5 anos. As duas mães são amasiadas com o pai das crianças. Elas são felizes por serem mães, mas hoje teriam evitado os filhos, pois gostariam de continuar a estudar.

Juliana de Oliveira Crispim, 17 anos, tem 2 filhos, gêmeos, que têm nove meses. Assim que ficou grávida, amasiou-se com o pai das crianças, mas a relação terminou. “Ele não é um bom pai, por isso, não deu certo. Amor e carinho que é bom, nada”. Juliana e as outras mães arrependem-se de terem tido filhos tão cedo. Ela se arrepende especialmente por ter se envolvido com o homem errado.



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