Ageuniara

Polícia detém 32 pessoas por prática de "briga de galos"

Por: VANESSA DE CAMARGO FABOSO

06/09/2004

No dia 10 de julho deste ano, foram detidas,pela polícia, trinta e duas pessoas que praticavam briga de galos numa propriedade localizada nas imediações do pedágio que liga Araraquara (SP) a Matão ( SP).

A pena para os detidos foi alternativa podendo pagar um salário mínimo a alguma instituição determinada pelo juiz ou pagar 180 horas de serviços comunitários.

O comerciante Dimas, que prefere não revelar o sobrenome, de 52 anos, estava presente no local da rinha (nome dado ao jogo de briga de galos) e paga a pena alternativa de 180 horas como porteiro do Hospital Santa Casa de Misericórdia.

O comerciante corre o risco de ser preso, pois pagou apenas 10 horas de serviços. A pena determinada, neste caso, varia de seis meses a um ano de prisão.

O aposentado Antônio do Carmo de 62 anos criador de quinze galos de briga afirma que o investimento dos criadores gira em torno deR$ 1000,00 por mês, pois estes recebem tratamentos especiais como: banhos, exercícios diários e mutilações que os tornem mais resistentes na arena.

As rinhas geram polêmicas entre os protetores dos animais e apaixonados pelas lutas.Segundo a Associação Protetora dos Animais de Araraquara o artigo trinta e dois da Lei Federal de Crimes Ambientais alerta que quem pratica abuso, maus tratos, fere ou mutila animais silvestres, domésticos ou domesticados pode pegar de três meses a um ano de cadeia.

"Não há crueldade com os galos, pois não incitamos eles a brigarem esta é a característica deles.Portanto, não há crime algum em colocar duas aves em uma rinha”, justifica Antônio do Carmo.

Segundo ele, a corrida de cavalos e a vaquejada são crueldades praticadas pelo homem contra o animal. "Ninguém vai brigar pelo direito dos animais de Jockey, pois o dinheiro fala mais alto".

“Existem rinhas de galos espalhadas em algumas propriedades particulares de Araraquara”, diz o soldado Moreira da Polícia Militar.

Ele informa que a polícia não tem conhecimentos sobre as rinhas a não ser quando ocorre denúncia.Neste caso o proprietário e os participantes são autuados e levados até a presença do delegado para que seja aberto um processo.

"Para os olhos normais, que não se interessam pela atividade, não há dúvida de que existe crueldade. Uma das maiores crueldades com os animais das rinhas ocorre quando o galo perde a briga, sendo morto na arena ou sacrificado por seu dono", informa a Associação Protetora dos Animais.

Cada sessão de rinha gira em torno de R$ 50 mil reais em Araraquara.Esse espetáculo sangrento, já foi proibido no governo Jânio Quadros.



Destaques:

Reportagens recentes:

Todas as reportagens

Reproduzir o conteúdo do site da Uniara é permitido, contanto que seja citada a fonte. Se você tiver problemas para visualizar ou encontrar informações, entre em contato conosco.
Uniara - Universidade de Araraquara / Rua Carlos Gomes, 1338, Centro / Araraquara-SP / CEP 14801-340 / 16 3301.7100 (Geral) / 0800 55 65 88 (Vestibular)
N /ageuniara/