Ageuniara

Deficientes físicos enfrentam dificuldades em Araraquara

Por: DANIELA MARCHESE CAVALHEIRO

20/05/2004

Portadores de deficiência de Araraquara(SP) denunciam que motoristas estariam se utilizando vagas reservadas para eles na região do comércio e em outros lugares. Um desrespeito a um direito garantido pela Constituição Federal que é a acessibilidade e que não é cumprido.

No estacionamento do shopping Jaraguá, por exemplo, existem cerca de 10 vagas demarcadas para deficientes, porém a primeira é reservada para táxi, as outras estão mais distantes da porta principal, o que dificulta a locomoção para quem anda de cadeira de rodas.

Vicente Carrieri, vítima de paralisia infantil ainda criança, dirige desde jovem carro adaptado, mas sabe bem o que é desrespeito no trânsito, principalmente quando vai ao banco na Alameda Paulista, receber sua aposentadoria e não acha vaga para estacionar.

Diz que agora resolveu ir com seu triciclo motorizado, e que em vez de gastar 10 minutos de carro, ele gasta 40 minutos."Quando você chama a atenção, as pessoas viram as costas e vão embora, sem pensar que qualquer um pode passar por isso".

Ele e outros deficientes reclamam também que quando estão estacionando, as pessoas não respeitam seus limites, suas dificuldades de locomoção e buzinam e não querem esperar.

César Augusto Ferreira, presidente da União dos Deficientes físicos de Araraquara(UDEFA) diz que os selos colados com o símbolo universal da deficiência física nos veículos e pintados nas ruas para indicar que as vagas são exclusivas para deficientes não têm sido suficientes para sensibilizar a população da cidade e prevenir os abusos, considerados por ele falta de educação e desrespeito.

A prefeitura de Araraquara junto à UDEFA e ao Companhia de Trolebus de Araraquara(CTA) criaram a primeira linha especial com ônibus adaptado para deficientes físicos no Brasil.

Ainda é um começo, já que as dificuldades enfrentadas por essas pessoas são muitas. A cidade precisa se sensibilizar e dar mais espaço para os deficientes físicos, como, por exemplo, fazer mais rampas de acesso para quem usa cadeira de rodas.

A UDEFA tem hoje, em média, 500 deficientes físicos cadastrados e sobrevive de verbas de almoços e jantares beneficentes e recebe uma verba do governo federal de R$ 800, 00, o que ainda é muito pouco.



Destaques:

Reportagens recentes:

Todas as reportagens

Reproduzir o conteúdo do site da Uniara é permitido, contanto que seja citada a fonte. Se você tiver problemas para visualizar ou encontrar informações, entre em contato conosco.
Uniara - Universidade de Araraquara / Rua Carlos Gomes, 1338, Centro / Araraquara-SP / CEP 14801-340 / 16 3301.7100 (Geral) / 0800 55 65 88 (Vestibular)
N /ageuniara/